terça-feira, 15 de julho de 2008

Turbilhão

Paro. Respiro fundo. E deixo-me estar. Ficava assim eternidades se pudesse. Se me deixassem. Mas enquanto eu estou parada a vida corre lá fora. Corre e chama por mim. E eu vou. Corro com ela num ritmo louco e alucinado. Alucinado de mais para eu conseguir acompanhá-la de perto.

O cansaço foi-se acumulando e agora que me pedem um ultimo esforço é difícil arranjar forças para estar minimamente à altura dele. Tento arranjá-las nem sei bem onde e é frustrante ter a percepção de que não vou estar no meu melhor. Não vou estar nem estou porque sou atraiçoada todos os dias. Pelo cansaço. Pela memória. Pelo cansaço que não me deixa cumprir os objectivos diários. Pela memória que se me esvai por entre os dedos como uma brisa que pesa quando vai. Quando foge. E fica o medo. E é tanto o medo de falhar. De não conseguir.

Já pensei em parar. Desistir. Fica para depois. Mas agora com a caminhada que já fiz, não se volta atrás. Agora vai-se até ao fim. Seja ele qual for. Eu só peço um final. Mas procuro. Anseio. Suplico em sussurro pelo meu final feliz.

Só quero poder parar. Poder estar em silencio. No mais profundo silêncio sem ninguém a chamar-me. A lembrar-me que a vida não pára. Anseio por aqueles momentos em que ela pára sim. E em que resto eu. E por aqueles em que restam eles também. Os importantes. Anseio por juntamente com eles encher cada momento de sorrisos. Risos. Entrelaços. Abraços. Anseio por matar cada pedaço de saudade. Desta saudade que corrói.

Anseio por cumplicidade. Pela nossa. Por mãos dadas. Eternamente entrelaças. Por escrever com todo o cuidado mais um pedaço de nós. Do que somos.

Mas a altura ainda não é de paragem, mas sim de suor. Resta-me continuar o caminho na espera do que este me reservará.

domingo, 6 de julho de 2008

Sonhos em sussurro

Sonhos em sussurro. Há quem me ache uma sonhadora nata. Eu cá, também acho que o sou. Acho que ainda não vivo neste Mundo. Vivo no outro. No Mundo do faz-de-conta. Na verdade, toda a gente tem o seu. Todos temos um Mundo só nosso. Um Mundo que pintamos com cores. Com as nossas cores.
O meu já deixou de ser cor-de-rosa. E sabem? Prefiro assim. Porque agora posso enche-lo de cores. Com as minhas cores. Cores berrantes que chocam. Cores florescentes que fazem arder a vista. Outras mais suaves que prendem. Fazem querer ficar. E no fim de contas são dessas cores que eu vivo. Vivo da azáfama. Do nervoso. Da loucura. Da adrenalina de cada dia. Vivo do silêncio. Do sussurro. Do segredo segredado. Do olhar envolto em cumplicidade. Do abraço apertado que transborda sentimentos, emoções. De todas as pessoas bonitas que me prendem e preenchem todos os dias. E tão bonitas que elas são. É disto que vivo. De cada peça de sonhos em que vou tropeçando e que guardo. Uma a uma. Para no fim construir o puzzle. O meu puzzle. E tentar faze-lo bonito. É disto que este blog vai ser feito. De sonhos sussurrados. E será com as minhas cores que o irei pintar.

E para quem já está a levar as mãos à cabeça e a pensar ‘Oh não! De volta aos testamentos!’ LOL agradeçam-lhe a Ela que me andou a moer o juízo, a chamar invejosa e tudo e mais alguma coisa xD já te disse que me fazes bem? Que es tão importante? <3
Bem vinda eu. Bem vindos vocês a este novo refugio =) *