Paro. Respiro fundo. E deixo-me estar. Ficava assim eternidades se pudesse. Se me deixassem. Mas enquanto eu estou parada a vida corre lá fora. Corre e chama por mim. E eu vou. Corro com ela num ritmo louco e alucinado. Alucinado de mais para eu conseguir acompanhá-la de perto.
O cansaço foi-se acumulando e agora que me pedem um ultimo esforço é difícil arranjar forças para estar minimamente à altura dele. Tento arranjá-las nem sei bem onde e é frustrante ter a percepção de que não vou estar no meu melhor. Não vou estar nem estou porque sou atraiçoada todos os dias. Pelo cansaço. Pela memória. Pelo cansaço que não me deixa cumprir os objectivos diários. Pela memória que se me esvai por entre os dedos como uma brisa que pesa quando vai. Quando foge. E fica o medo. E é tanto o medo de falhar. De não conseguir.
Já pensei em parar. Desistir. Fica para depois. Mas agora com a caminhada que já fiz, não se volta atrás. Agora vai-se até ao fim. Seja ele qual for. Eu só peço um final. Mas procuro. Anseio. Suplico em sussurro pelo meu final feliz.
Só quero poder parar. Poder estar em silencio. No mais profundo silêncio sem ninguém a chamar-me. A lembrar-me que a vida não pára. Anseio por aqueles momentos em que ela pára sim. E em que resto eu. E por aqueles em que restam eles também. Os importantes. Anseio por juntamente com eles encher cada momento de sorrisos. Risos. Entrelaços. Abraços. Anseio por matar cada pedaço de saudade. Desta saudade que corrói.
Anseio por cumplicidade. Pela nossa. Por mãos dadas. Eternamente entrelaças. Por escrever com todo o cuidado mais um pedaço de nós. Do que somos.
Mas a altura ainda não é de paragem, mas sim de suor. Resta-me continuar o caminho na espera do que este me reservará.
O cansaço foi-se acumulando e agora que me pedem um ultimo esforço é difícil arranjar forças para estar minimamente à altura dele. Tento arranjá-las nem sei bem onde e é frustrante ter a percepção de que não vou estar no meu melhor. Não vou estar nem estou porque sou atraiçoada todos os dias. Pelo cansaço. Pela memória. Pelo cansaço que não me deixa cumprir os objectivos diários. Pela memória que se me esvai por entre os dedos como uma brisa que pesa quando vai. Quando foge. E fica o medo. E é tanto o medo de falhar. De não conseguir.
Já pensei em parar. Desistir. Fica para depois. Mas agora com a caminhada que já fiz, não se volta atrás. Agora vai-se até ao fim. Seja ele qual for. Eu só peço um final. Mas procuro. Anseio. Suplico em sussurro pelo meu final feliz.
Só quero poder parar. Poder estar em silencio. No mais profundo silêncio sem ninguém a chamar-me. A lembrar-me que a vida não pára. Anseio por aqueles momentos em que ela pára sim. E em que resto eu. E por aqueles em que restam eles também. Os importantes. Anseio por juntamente com eles encher cada momento de sorrisos. Risos. Entrelaços. Abraços. Anseio por matar cada pedaço de saudade. Desta saudade que corrói.
Anseio por cumplicidade. Pela nossa. Por mãos dadas. Eternamente entrelaças. Por escrever com todo o cuidado mais um pedaço de nós. Do que somos.
Mas a altura ainda não é de paragem, mas sim de suor. Resta-me continuar o caminho na espera do que este me reservará.