O tempo não é de ninguém. Nem ninguém é do tempo. Porquê? Porque ele passa por nós a uma velocidade alucinante e é impossível agarra-lo. Faze-lo nosso. Mesmo quando o tempo custa a passar. Quando as horas, minutos e segundos não passam. Quando os relógios parece que param. Todas essas sensações são tão puramente ilusórias. Por pior, ou melhor que seja o momento, a duração dele cinge-se a um breve piscar de olhos. Quando resolves abrir bem os olhos para te aperceberes do que realmente está a acontecer, o momento já passou. E quando nos apercebemos que não podemos ser donos do tempo, decidimos ser donos dos momentos. E isso sim, nós já podemos. Porque os momentos são nossos. Realmente nossos. São eles que se colam como se fossem peças de um puzzle. São eles que nos fazem por dentro.
Eles deixam-nos brincar ao faz-de-conta. Como? Quando os eternizamos. Quando eles ficam para sempre. E nós aí, fingimos que somos, ou que já fomos donos do tempo. Quem é que não guarda um tempo ‘seu’? Quem é que nunca disse ‘aquele foi o meu melhor tempo’ ou ‘bons tempos’. E é bom quando assim é. Mas, acho que melhor ainda é puder dizer ‘aquele foi o nosso tempo’. Poder dizer isto de olhos fechados. De sorriso rasgado. De mãos dadas. É mesmo bom. Significa que alem de momentos, somos feitos de pessoas. Pessoas que ficaram, não se limitaram a passar por nós. E quando assim é, os momentos ficam muito maiores porque são eternizados por gestos. Fazem-nos muito mais bonitos e maiores, porque daí nasce algo que nos une. Une-nos às pessoas. E os momentos deixam de ser ‘meus’. Passam a ser ‘nossos’. É bom podermos exibi-los e faze-lo só porque nada nos impede. Porque são mesmo nossos. É bom recordá-los juntos. Uma e outra vez. Sem os gastar. Recordá-los para nos certificarmos que existiram mesmo. Que nada foi esquecido. É mesmo um orgulho tão grande puder fazer isto. Ter com quem o fazer.
Às vezes dou comigo a pensar que sou estranha. Se calhar sou mesmo, mas não sou a única. Não sou a única com os meus medos, anseios, perguntas. Ontem fizeram-me duas perguntas ‘Quantos amigos verdadeiros tenho eu?’ ‘Como é possível lidarmos com certas pessoas todos os dias e termos relações tão vazias?’ eu parei e sorri. Como é que eu podia responder às minhas próprias dúvidas? Amizade, acho que as pessoas já brincaram tanto, já abusaram tanto dela que o seu significado já se perdeu por completo. Agora se queremos que ela signifique alguma coisa temos que pegar nela e moldá-la a nós. Moldá-la conforme aquilo que queremos que ela seja. Para nós. E respeitar o facto de cada pessoa poder dar-lhe um significado diferente. Diferente do nosso. O que nem sempre é fácil. Amigos verdadeiros? Contam-se pelos dedos das mãos. Isto é quando os dedos de uma não basta. Distingui-los é fácil, mesmo que às vezes pareça que não. Os amigos verdadeiros, para mim, não são os que me fazem sorrir. Não. Isso qualquer pessoa é capaz. (Logo a mim :P) Um amigo verdadeiro é aquele que me consegue magoar a serio. Deixar aquela dor que sufoca. Porque faz mesmo parte de mim. Daquilo que sou. Porque aqueles que não são verdadeiros, não têm capacidade de magoar. Quando muito podem chatear. Fazer um arranhão. Mas fazer doer? Isso não.
O que vale mesmo a pena perceber é que cada pessoa tem o seu espaço. Vale por si só. Marca-nos. Muda-nos. Não importa muito o tipo ou a força das relações que temos com elas. Até porque essa força não existe por si só. Vai crescendo com os dias. Com os momentos. Cresce quando vale a pena, porque aí nós fazemo-la crescer. Lutamos para isso. Cresce quando o tem de ser. O importante é saber o lugar. O que cada pessoa é para nós. O que queremos que cada pessoa seja na nossa vida. O lugar que queremos (lutar para) ocupar na vida de cada uma delas.
Eles deixam-nos brincar ao faz-de-conta. Como? Quando os eternizamos. Quando eles ficam para sempre. E nós aí, fingimos que somos, ou que já fomos donos do tempo. Quem é que não guarda um tempo ‘seu’? Quem é que nunca disse ‘aquele foi o meu melhor tempo’ ou ‘bons tempos’. E é bom quando assim é. Mas, acho que melhor ainda é puder dizer ‘aquele foi o nosso tempo’. Poder dizer isto de olhos fechados. De sorriso rasgado. De mãos dadas. É mesmo bom. Significa que alem de momentos, somos feitos de pessoas. Pessoas que ficaram, não se limitaram a passar por nós. E quando assim é, os momentos ficam muito maiores porque são eternizados por gestos. Fazem-nos muito mais bonitos e maiores, porque daí nasce algo que nos une. Une-nos às pessoas. E os momentos deixam de ser ‘meus’. Passam a ser ‘nossos’. É bom podermos exibi-los e faze-lo só porque nada nos impede. Porque são mesmo nossos. É bom recordá-los juntos. Uma e outra vez. Sem os gastar. Recordá-los para nos certificarmos que existiram mesmo. Que nada foi esquecido. É mesmo um orgulho tão grande puder fazer isto. Ter com quem o fazer.
Às vezes dou comigo a pensar que sou estranha. Se calhar sou mesmo, mas não sou a única. Não sou a única com os meus medos, anseios, perguntas. Ontem fizeram-me duas perguntas ‘Quantos amigos verdadeiros tenho eu?’ ‘Como é possível lidarmos com certas pessoas todos os dias e termos relações tão vazias?’ eu parei e sorri. Como é que eu podia responder às minhas próprias dúvidas? Amizade, acho que as pessoas já brincaram tanto, já abusaram tanto dela que o seu significado já se perdeu por completo. Agora se queremos que ela signifique alguma coisa temos que pegar nela e moldá-la a nós. Moldá-la conforme aquilo que queremos que ela seja. Para nós. E respeitar o facto de cada pessoa poder dar-lhe um significado diferente. Diferente do nosso. O que nem sempre é fácil. Amigos verdadeiros? Contam-se pelos dedos das mãos. Isto é quando os dedos de uma não basta. Distingui-los é fácil, mesmo que às vezes pareça que não. Os amigos verdadeiros, para mim, não são os que me fazem sorrir. Não. Isso qualquer pessoa é capaz. (Logo a mim :P) Um amigo verdadeiro é aquele que me consegue magoar a serio. Deixar aquela dor que sufoca. Porque faz mesmo parte de mim. Daquilo que sou. Porque aqueles que não são verdadeiros, não têm capacidade de magoar. Quando muito podem chatear. Fazer um arranhão. Mas fazer doer? Isso não.
O que vale mesmo a pena perceber é que cada pessoa tem o seu espaço. Vale por si só. Marca-nos. Muda-nos. Não importa muito o tipo ou a força das relações que temos com elas. Até porque essa força não existe por si só. Vai crescendo com os dias. Com os momentos. Cresce quando vale a pena, porque aí nós fazemo-la crescer. Lutamos para isso. Cresce quando o tem de ser. O importante é saber o lugar. O que cada pessoa é para nós. O que queremos que cada pessoa seja na nossa vida. O lugar que queremos (lutar para) ocupar na vida de cada uma delas.