domingo, 14 de fevereiro de 2010

Gosto de momentos. Simples e sem encenações. Momentos que dissolvem os problemas que nos assombram os dias. Que dissolvem barreiras, ou as ultrapassam. Que relativizam tudo aquilo que não nos deixa viver com o coração todo. Livre. Que fazem os tropeções desaparecer, como num passe de magica. Fazem com que não nos lembremos daquilo que parece impossível esquecer. Fazem com que situações se tornem meros pormenores, no meio de tanto que há para viver.
Gosto de sorrir. Gosto de rir. De gargalhadas. Rir do que for. Do que nem razão tem. Rir porque sim, sem respostas a porquês. Gosto de pessoas tão diferentes, mas que acabam por se tornar parte. Porque sentem o que sentimos, assim, como nós. E acabam por ser muito mais iguais do que tantos outros.
Gosto de fechar os olhos a ouvir e sentir tudo tão parte de mim. De me sentir tão cheia de tudo. Gosto de abrir os olhos e de sentir aq
uele ambiente tão meu. De nos sentir tão nós, ali. De nos percebermos, sem palavras. Nem hesitações.
É tanto o que se vive. É tanto o que fica. É tanto o que nos dá. Sempre, sempre. Tanto.

[Não gosto de quem as faz de mansinho. No meio de gargalhadas. Como se não fosse nada e não tivesse importância. Julgam que tem, e acabam mesmo por não ter. porque não me chateio. Fico só com pena. Não sentem o que eu sinto. Nem sabem. E gostam de se fazer superiores. Pfff!

Não gosto de fazer um esforço para estar tudo bem. E que percebam que não, afinal não está.]