E se os dois se tivessem mantido
em silêncio enquanto Bruna acabava de comer. Nenhum sabia muito bem, o que
dizer, por onde ir para conseguir chegar ao outro. Como se pairasse, naquele quarto,
entre os dois, a pelicula de vidro mais fina e frágil, que se pudesse quebrar
com o mais simples movimento inesperado. Como se qualquer palavra, menos certa,
pudesse estilhaçar o ar que os rodeava: e isso era tudo o que eles não queriam –
era tudo o que mais queriam preservar.