Às vezes meto-me a pensar nas pessoas e assusto-me. Hoje em dia já não se dá valor a nada. Vai-se vivendo. E não se liga a laços. Vive-se em sociedade. Um por si. E o que importa é estarmos bem. Darmo-nos com as pessoas. Muitas se possível. Darmo-nos bem. O que chegue. Criando laços, o suficientemente resistentes e frágeis. O suficiente mente resistentes para que permaneçam no tempo. O suficientemente frágeis para que não prendam. Para que se lhes possa passar por cima sem os quebrar. Sem compromissos e sem qualquer tipo de culpabilização. É fácil. E pratico. O mundo funciona mesmo assim. Por isso, penso nisto frequentemente para me habituar e consciencializar. E faço bem. Aprendo a lidar com os outros, a entende-los e magoo-me muito menos. :)
Mas não. Eu não pretendo seguir esta filosofia e quem me conhece sabe que nem seria capaz! Eu sou feita de pessoas. Imperfeitas. Com virtudes e defeitos. Mas as minhas pessoas. As que me fazem ser mesmo, por dentro.
E hoje dei por mim a pensar em abraços e achei piada. Essas pessoas. As que são comigo de verdade. As que não tenho a mínima duvida que vão ser para sempre. São as que me abraçam bem. Chegam mesmo fundo. Fazem com que esses abraços sejam sentidos. Marquem a alma. Fiquem para sempre.
É óbvio que não é fácil distinguir essas pessoas. Mas nunca vivemos muito tempo na ilusão. Porque o que se sente. O que nos liga, ou não, uns aos outros não se finge. Não se consegue, por muito que se tente.
E não importa o tempo que nos liga. Importa a verdade. O tempo é relativo. Podem ser anos de histórias e convivência. Podem ser segundos. Mas há abraços que mudam. Tudo. Mesmo. Há abraços que nos fragmentam. Perdemos um pedaço daquilo que somos. Ganhamos outro, que encaixa numa exactidão perfeita no local daquele que perdemos. A pessoa com quem partilha-mos o abraço passa a existir em nós. Passa a ser nossa. E eu acho, pelo menos gosto de acreditar, que o nosso pedaço chega à outra pessoa também. Que passamos a existir nelas também. A pertencer-lhes de alguma forma. Estes momentos são nítidos. Não enganam. Sentem-se no exacto segundo em que acontecem. E ficam na nossa memória. Intactos. Para sempre. Sem que deixemos escapar nenhum mero pormenor.
Tenho alguns exemplos disto mesmo. E o dele é dos melhores. E um orgulho tão grande. Confesso que quando penso nisto me riu. Só na minha cabeça é que pode haver uma explicação tão perfeita e ilusória para isto. Mas a verdade, é que é Cumplicidade isto que nos liga. Não consigo arranjar outra palavra que o defina. Nem algo, minimamente lógico que o explique. É estranho. Sem razão. Mas único. Meu. Nosso. Tão bom. E agarro-me a isso para explicar o facto de ter sempre um aperto tão grande no início de cada concerto, por querer que tudo corra bem. E um orgulho desmedido quando ele partilha os novos e grandes voos que o esperam. Ou no final, por ter sido tudo tão perfeito e único, como ele merece que seja sempre. Só isso explica o facto de achar que ele imita um piano a deslizar, na perfeição. E de me rir a serio quando decide chamar-nos de inteligentes. : P
Gosto do momento em que ele nos vê. Do piscar o olho e daquele sorriso matreiro. Gostei de o picar quando me fez uma pergunta com a cara mais amorosa de sempre (se bem que nunca tive a consciência tão pesada como naqueles segundos :x). Mas gostei ainda mais de ele me ter respondido à letra. :D
Agradeço o facto de ele vir sempre direito a mim de braços abertos. Porque se não o fizesse, faria-o eu, despindo-me de qualquer vergonha. Preciso daquele abraço. De o sentir perto.
E adoro sentir-nos aos três tão cúmplices. Acho único ele querer saber a nossa opinião. O que achamos disto, daquilo e daquele e do outro pormenor. Porque sabe que vimos. Que nada nos passa indiferente. Que achamos mesmo. Ainda mais único é ele querer saber de nós. Do que somos mesmo, fora de toda aquela magia. Lembrar-se sempre. E quer saber. Importa-se. Não se esquece. Sem ter nenhuma obrigação. ‘E este ano, como é?’ … Se um dia encontrar uma pessoa melhor. Mais generosa que ele, tenho uma coisa má. Será possível tal existência? : P
Sei, com toda a certeza, que sou uma privilegiada. Tenho dois cúmplices do mais perfeito que pode existir. Duas cumplicidades completamente diferentes. Mas ambas tão fortes. Completas. Minhas.
Guardo comigo cada momento. Cada sorriso. Cada abraço. Trago-os por dentro. No fundo. Onde ninguém alcança. Onde ninguém mos pode tirar. Onde eles me constroem. E orgulho-me mesmo disso. De tanto. Deste mundo, meu.
Mas não. Eu não pretendo seguir esta filosofia e quem me conhece sabe que nem seria capaz! Eu sou feita de pessoas. Imperfeitas. Com virtudes e defeitos. Mas as minhas pessoas. As que me fazem ser mesmo, por dentro.
E hoje dei por mim a pensar em abraços e achei piada. Essas pessoas. As que são comigo de verdade. As que não tenho a mínima duvida que vão ser para sempre. São as que me abraçam bem. Chegam mesmo fundo. Fazem com que esses abraços sejam sentidos. Marquem a alma. Fiquem para sempre.
É óbvio que não é fácil distinguir essas pessoas. Mas nunca vivemos muito tempo na ilusão. Porque o que se sente. O que nos liga, ou não, uns aos outros não se finge. Não se consegue, por muito que se tente.
E não importa o tempo que nos liga. Importa a verdade. O tempo é relativo. Podem ser anos de histórias e convivência. Podem ser segundos. Mas há abraços que mudam. Tudo. Mesmo. Há abraços que nos fragmentam. Perdemos um pedaço daquilo que somos. Ganhamos outro, que encaixa numa exactidão perfeita no local daquele que perdemos. A pessoa com quem partilha-mos o abraço passa a existir em nós. Passa a ser nossa. E eu acho, pelo menos gosto de acreditar, que o nosso pedaço chega à outra pessoa também. Que passamos a existir nelas também. A pertencer-lhes de alguma forma. Estes momentos são nítidos. Não enganam. Sentem-se no exacto segundo em que acontecem. E ficam na nossa memória. Intactos. Para sempre. Sem que deixemos escapar nenhum mero pormenor.
Tenho alguns exemplos disto mesmo. E o dele é dos melhores. E um orgulho tão grande. Confesso que quando penso nisto me riu. Só na minha cabeça é que pode haver uma explicação tão perfeita e ilusória para isto. Mas a verdade, é que é Cumplicidade isto que nos liga. Não consigo arranjar outra palavra que o defina. Nem algo, minimamente lógico que o explique. É estranho. Sem razão. Mas único. Meu. Nosso. Tão bom. E agarro-me a isso para explicar o facto de ter sempre um aperto tão grande no início de cada concerto, por querer que tudo corra bem. E um orgulho desmedido quando ele partilha os novos e grandes voos que o esperam. Ou no final, por ter sido tudo tão perfeito e único, como ele merece que seja sempre. Só isso explica o facto de achar que ele imita um piano a deslizar, na perfeição. E de me rir a serio quando decide chamar-nos de inteligentes. : P
Gosto do momento em que ele nos vê. Do piscar o olho e daquele sorriso matreiro. Gostei de o picar quando me fez uma pergunta com a cara mais amorosa de sempre (se bem que nunca tive a consciência tão pesada como naqueles segundos :x). Mas gostei ainda mais de ele me ter respondido à letra. :D
Agradeço o facto de ele vir sempre direito a mim de braços abertos. Porque se não o fizesse, faria-o eu, despindo-me de qualquer vergonha. Preciso daquele abraço. De o sentir perto.
E adoro sentir-nos aos três tão cúmplices. Acho único ele querer saber a nossa opinião. O que achamos disto, daquilo e daquele e do outro pormenor. Porque sabe que vimos. Que nada nos passa indiferente. Que achamos mesmo. Ainda mais único é ele querer saber de nós. Do que somos mesmo, fora de toda aquela magia. Lembrar-se sempre. E quer saber. Importa-se. Não se esquece. Sem ter nenhuma obrigação. ‘E este ano, como é?’ … Se um dia encontrar uma pessoa melhor. Mais generosa que ele, tenho uma coisa má. Será possível tal existência? : P
Sei, com toda a certeza, que sou uma privilegiada. Tenho dois cúmplices do mais perfeito que pode existir. Duas cumplicidades completamente diferentes. Mas ambas tão fortes. Completas. Minhas.
Guardo comigo cada momento. Cada sorriso. Cada abraço. Trago-os por dentro. No fundo. Onde ninguém alcança. Onde ninguém mos pode tirar. Onde eles me constroem. E orgulho-me mesmo disso. De tanto. Deste mundo, meu.
E depois ainda há outros abraços. Outras pessoas que entram na nossa vida aos trambolhões. Sem termos tempo de nos percebermos como, nem porquê. Sem tão pouco querer, ou lembrarmo-nos sequer de parar para entender tudo. Mas porquê perder tempo com isso, quando temos um mundo inteiro por construir, mesmo à nossa frente? Quando o podemos fazer passo a passo, sem pressas e ânsias… apesar de sabermos que é impossível levarmos tudo com calma, quando nos metem algo único nas mãos. Quando nos dão oportunidade de viver algo único, queremos é faze-lo por inteiro, com o coração todo para que nada nos passe ao lado. Para vivermos tudo. E sabe bem sentir as coisas crescerem. Cada uma a seu tempo e valendo por si própria. Sem nenhumas se sobreporem. E vemos surgir o entendimento. Compreensão. Confiança. Sussurros. Desabafos. Risos. Sorrisos. Tolices. Sonhos. Planos. E acreditamos juntas. E sentimos nascer abraços. Abraços que se querem fechar e apertar, mas que a distancia não deixa. Já nos fazem felizes só por existirem. Mas faz falta senti-los. E quando finalmente os alcançamos. Os vivemos na pele. É indescritível. Como se fizessem parte de nós desde sempre. E de repente, parece-nos impossível que tenhamos conseguido viver tanto tempo sem eles.
Guardei-os um a um. Mas não me chegam. Sinto todos os dias a falta de mais. Sinto a tua falta. Tanta.
Trago-os todos comigo. Também aqueles que ainda estão por fechar. Espero por eles e torço para que não falte muito tempo até os alcançar. E agradeço-vos a vocês. Mesmo. Pelo tanto que já me deram, em tão pouco tempo. Gordas. <3
Adoro-te, meu abrigo <3
ResponderEliminarTu sabes o que acho de tudo isto! :) Não preciso de vir para aqui escrever... Abraço-te bem!
Adorei o teu texto...
ResponderEliminarParabéns Aninhas
Primeiro de tudo escreves muitaa bem miudaa!
ResponderEliminarDepois tenho de te dar os parabéns por transmitires tão bem na tua escrita tudo o que te vai na alma, tudo o que sentes em relação aos outros... adorei o texto, persesionei-o, e "também aqueles que ainda estão por fechar" espero que alguns deles estejam para muito, muito breve.
Gorda da minha vidaa <33
Ahhh e já agora adoro o alinhamento que roubas-te do site do clube de fãs do Joãozinho, demaaaais!MUAHAHAHAH
ResponderEliminar"E enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar"
ResponderEliminarTantos sentimentos tão puros e bonitos que te enchem o coração, piki...És uma pessoa tão bonita..cada vez te acho mais linda...mais pura, mais simples...És uma heroina, e não é daqueles filmes de trazer por casa..és uma heroina DAS GRANDES!!!
Sinto mt orgulho quando te posso chamar "minha piki"...
Gosto muito de ti, minha querida*