É completamente impossível não falar aqui da noite de sábado, como é óbvio.
‘João Pedro Pais no Coliseu de Lisboa’, até arrepia dizer. Lembro-me de ele mo contar em Abril, em Sintra, com um sorriso tão cúmplice ‘este ano não tenho os casinos, mas faço os Coliseus no final do ano, lá para Novembro’. E depois em Cascais... (Cascais foi assim ‘O’ concerto! Ficam todos, mas esse fica especialmente, para sempre.) quando se fala nos Coliseus e ele me pergunta ‘tu vais?’ ao que eu a rir respondo ‘achas mesmo que perdia?!’. O que se passou depois disso continua a ser assim um tanto ou quanto inacreditável. Mas tão, tão bom. E deixa-me tão orgulhosa, de tudo! Ele dá-me tanto, sempre! E sabe bem isso. Eu faço questão de o fazer saber.
E Novembro chegou, tão depressa. Só aquela semana antes é que é sempre igual, parece sempre que os dias não passam. Mas lá fomos as duas, como não poderia deixar de ser. Contentinhas, com as nossas mil e uma historias de sempre. Chegamos e fomos direitas ao Coliseu, como meninas responsáveis que somos, para tratar de tudo sem pressas. Deu tanto gozo!! Estava uma senhora à nossa frente e nós metemo-nos a falar, A FALAR! (como é que depois de tanto tempo ainda não sabemos que juntas, em publico, nos devíamos tornar mudas?!) A senhora virou-se e perguntou-me o nome. Obtive como resposta um ‘ah, tu é que és a Ana Rodrigues!’. Caiu-me tudo. Só me perguntava como era possível não haver ninguém para me cavar um buraco fundo, logo ali. Vá, a sorte é que ter uma melhor amiga completamente petrificada ao nosso lado, dá sempre imenso jeito…! xDD Não sabia. Não fazia ideia... A conversa até foi agradável e tão simpática! Ouvir aquele ‘perguntou imensas vezes se estava tudo tratado’ ‘vou dizer que já chegaste’ foram únicos.
Depois de ‘um volto já’ fomos pelas ruas, a rir, rir até ao Hard Rock para nos alimentarmos e mais uma situação daquelas. Menino simpático, pa! O jantar foi passado a rir, tanto!
- ‘Ana, a tua cara!’
- ‘Vai-te lixar, não dizias nada!’ … ‘foi assim tão mauuu?!’
-‘Até nunca mais. Ando louca, tão louca e já não sei nada de nada!!!’ hahahaha! xD
Voltamos ao Coliseu onde já estava uma multidão de gente! Sei que passo perto daquela rua quase todos os dias mas, nestas noites sinto ali, mesmo na rua, uma magia tão forte. Brinquei com a situação mas, a verdade é que fiquei completamente perplexa. Já não olho para ele como ‘o João Pedro Pais’. É o João. O meu Joãozinho. E ver aquela gente toda ali para o ver, deu-me assim uma volta à barriga. Que orgulho.
Entramos e fomos para perto do elevador. Para fugir à confusão e à loucura que para ali ia. ‘os vossos bilhetes por favor’ foi das viagens mais longas de sempre! Mal saímos e nos afastamos, desmanchamo-nos! hahaha, muito bom!
A espera deu para tudo e mais alguma coisa. Conversas parvas não faltaram. Deu para confundir a cabeça do João com a perna, haha! Para ver os meus efeitos bocejadores sob a Sara. Travar amizade com um ser estranho, altamente imponente! xD
As luzes apagam-se e é uma energia tão forte. Que prende e enche o coração e o sorriso. Podia descrever aqui tudo mas, falando apenas de alguns momentos… a Orquestra Sinfonieta de Lisboa tornou tudo tão profundo. Aquelas músicas foram qualquer coisa, indescritíveis.
‘Falar dele, seria estar aqui cem mil anos.’ E entra o Jorge Palma. Tive que me levantar. Aquele homem tem uma energia tão grande. Adorei vê-los aos dois. A sintonia. O entendimento. Os sorrisos. É mesmo único.
OMassimo Cavalli, absolutamente arrepiante.
O grande Zé Pedro, recebido com o Coliseu ao rubro. e os dois partiram tudo com tanta energia.
Os Coliseus são sempre marcantespara qualquer artista. E acho que quem vive essas noites percebe. O Coliseu de Lisboa tem uma força e uma energia imensas. Pelo menos comigo, mexe imenso. Mas, apesar de marcantes acho impossível esses concertos serem ‘os melhores’. O que sinto sempre no Coliseu é que, apesar de não ter a mínima dúvida que o publico vai e compra bilhete pelo artista, fico sempre com a sensação que as pessoas vão única e exclusivamente para ver um bom espectáculo e não para o viver. E tenho pena. Eu vivo estas noites, o mais que consigo. Com o coração todo. E ainda o estico o que consigo, para viver mais. Canto até ficar rouca. Faço piadas estúpidas. Danço. Salto. E quero lá saber se divirto imenso as pessoas que estão à minha volta. Estas noites não são feitas para serem assistidas, mas sim vividas!
Adorei tudo, podia destacar aqui algumas músicas mas, apercebo-me que as podia destacar a quase todas. E cada uma pela sua razão. Sendo cada razão completamente diferente de todas as outras. Marca tudo. Tanto.
O concerto acabou com tudo de pé. Seria impossível ser de outra maneira.
E a magia destas noites é imensa e avassaladora e prolonga-se pelo resto da noite. E no fim, lá vamos nós direitas à portinha. Entretanto, foi bom ver a minha Maria pequenina. Dar-lhe um abraço. Já tinha saudades. (e foi óptimo ver-te também durante o concerto *). Lá entramos naqueles corredores mágicos. Ficamos para o fim. Lá estava ele ao fundo da escadas. Rodeado de gente. Vê-nos e lança aquele olhar, tão cúmplice, de sempre. Vem direito a nós de braços abertos e sempre com aquela pergunta tão sincera ‘Gostaste?’ que já me faz rir.
Metemo-nos num canto, a observar tudo, sem querer incomodar. Confesso que me diverti a observar tudo aquilo. Não há palavras para a generosidade dele. A querer dar atenção a toda a gente. A cada pessoa, quando se dirigiam a ele todas de uma vez. Quando o apressavam ‘João tens que te ir embora’ e ele se virava para dar atenção a mais alguém.
Até que no fim ‘não, tenho aqui a Ana Rodrigues’ e me dá aquele abraço, tão nosso. Quando, depois daquele espectáculo tão grande, em que ele brilhou tanto. Depois de eu estar ali com um sorriso enorme, a preocupação era ‘trataram de tudo?’. Não há hipótese. Por mais momentos. Por mais provas que tenha em como ele é tão grande, consegue sempre surpreender-me.
Saímos e fomos ao cocktail. É melhor não descrever. Fico-me por:
‘Ana, olha essa cara! Não estás em casa!’ ‘Sara, olha a tua! Ainda está pioooor!’ ‘Ana, é tão booom!’ ‘Olha, a gaja não vem cá!!!’ ‘Tu vales zero!’ ‘ela está de dieta!’
‘Ana, aquele bolo de chocolate…’ Ana olha para o lado. Os olhos de Sara brilham! Ana parte-se a rir!
‘Ana, o que é aquilo?’ ‘olha!!!’ ‘não pode ser…’ ‘ele está ali!! ‘PASTEIS DE NATAAA!’
‘Olha, vês! Também gosta da mousse!’ ‘Querem falar com o João?’ ‘Não.’ ‘Não.’ ‘Oh, esperem aí!’ HAHAHAHA! Somos a comédia! (ou o pânico?! :o xD)
Lá nos despedimos com outra conversa, única. Com sorrisos cúmplices. Com abraços perfeitos. Tão fortes. Que marcam, sempre. E não faltou os conselhos rodoviários (haha, é sempre tão ele!)
Ficou a foto à saída (yey!). os brindes e a nossa cara ao vê-los. O meu casaco. E o dela. xD as cantorias até ao carro. E as cantorias no carro. Ficou tudo, sempre.
Vivi isto tudo com tanto orgulho. No final de contas, era o meu João no Coliseu. E só quem vive e tem uma pequena ideia do que ele é, é que percebe. A humildade que ele tem é impressionante. Para mim, é das maiores pessoas que tenho, a nível de ‘saber ser’. Acho incrível ouvi-lo dizer ‘não tinha maturidade suficiente para pisar os Coliseus, e ainda não sei se tenho’ quando é dos maiores artistas do país, indiscutivelmente. Ou então ‘iguais a mim, a fazerem o que faço, há milhares. Eu tive sorte’. Engana-se tanto, porque não há ninguém que o viva tanto e se dê tanto, como ele faz. Ele desfragmenta-se literalmente em palco e dá tudo, tudo o que tem, sem pedir nada.Um dia ouvi o Zé Pedro dizer, a respeito do João, qualquer coisa como ‘é impossivel não gostar dele, porque o João é um gajo que cativa’ e é mesmo isso que eu sinto. É impossível ser indiferente à entrega que ele tem. Tenho um orgulho imenso na cumplicidade que tenho com ele. Na importância que ele tem na minha vida. Não sabia viver sem isto. E toca-me imenso o carinho que ele tem por mim. E que faça questão de me mostrar que não se esquece, nunca. Adoro-o, tanto!
E amo passar estas noites contigo! Mesmo quando cada momento dá numa barraca tal, que só nos apetece fugir. Adoro a maneira como vivemos as nossas histórias e as fazemos ficar, para sempre. Adoro as nossas conversas idiotas. Os nossos ataques de riso. Adoro quando sorrimos juntas. E às vezes ainda fico perplexa com tamanha sintonia. Com esta cumplicidade imensa. Obrigado!
Vocês os dois são os melhores cúmplices que se pode ter. são meus. E não há nada que descreva isso. ♥
Que bonito texto.
ResponderEliminarAmei... palavras tão sentidas, tão tuas.
Beijinho
Twnho um desafio para ti no meu blogue
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