sábado, 3 de abril de 2010

Um dia.

Um dia volto-te a ver. É que eu tenho a certeza que sim. Não tenho dúvidas. Um dia, voltamo-nos a ver!
A
gora não sei. Não sei se petrifico, e tu nem reparas. Não sei se me atrapalho e ignoro. Se te atrapalhas e ignoras. Se nos atrapalhamos e ignoramos. Se sorrimos e deixamos passar. Se… se… se… se eu olho para ti. Ou tu para mim. Ou se olhamos os dois e os nossos olhares se cruzam. Se nos cumprimentamos, como crescidos que somos (se bem que, tu sempre foste crescido…!) ou se o meu coração pára (porque é que eu tenho a sensação que ele vai parar, em qualquer uma das hipóteses?), e eu perco a noção que já sou crescida (bem, idade eu tenho… agora, serei mesmo crescida? Algum bocadinho?) e corro para ti. E abraço-te. Abraçamo-nos. Como na penúltima vez. Lembras-te? Fazemos um mundo louco parar à nossa volta. Com um abraço nosso. Com os olhos cheios de lágrimas. Com a alma a transbordar de tudo o que há de bom. Tão cheia que não cabe em lado nenhum.
Sabes? Acho que foi nesse dia que me apaixonei por abraços. Porque me perdi, no teu. O culpado és tu! Se naquele dia me dissessem que ia ficar anos sem te ver, ia-me perder a rir! Eras tanto para mim! Mas acho que só agora, depois de tanto tempo. Só agora é que tenho noção do tanto que tu és, em mim. Irrita-me. Quer dizer, irrita-me às vezes. Outras vezes, acho que é do mais bonito que há. Mas a verdade é que, quando sei de ti (o que não é nada comum) estremeço, tal e qual aquela criança que ambos conhecemos. A verdade, é que posso quase jurar que o brilho no olhar permanece o mesmo. Permanece igual. Quando me lembro de qualquer coisa que se ligue a ti.
Um dia volto-te a ver, e vou ter mil coisas para te contar e outras mil para perguntar. Um dia voltamo-nos a ver, e nesse dia juro que me chega um abraço. Um que seja mesmo nosso. Juro que sim.

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