‘se pudesses apanhavas outro avião e ias-te já embora, não era? Tu não estás bem aqui!’
Às vezes acho que me enganei e que estou no psiquiatra em vez da fisioterapia.
Ainda à uns tempos disse que a única coisa que me prende cá, são os concertos da minha Mafalda e do meu João. Tudo se riu, e eu estava a brincar… mas cada vez isto se aproxima mais da verdade. Estar aqui sufoca-me! E eu estou farta de tanta coisa… demasiadas coisas! Estou farta das pessoas, que não percebem e caiem sempre nos mesmos erros por mais frontal e dura que tente ser! Cresçam! Inventem novos erros se fazem assim tanta questão de me continuar a desiludir, a serio!
Israel foi muito! Foi muito mais do que poderia imaginar. É lindíssimo. E para quem acredita e sente, é indescritível! Eu descobri-me lá. Aprendi tanto sobre mim. Aprendi que sou bem mais do que seria talvez suposto. Bem mais do que qualquer pessoa possa acreditar que eu seja ou venha a ser. E tenho que dar valor a isso, porque isso tem valor. Tenho que me respeitar, mil vezes mais do que fiz até agora…
Estar longe, é estar bem! Sem pesos nem amarras. É ser outra pessoa, sem querer ser minimamente diferente. Enquanto que aqui, dava tudo para ser diferente. Para ter outra vida...
Ps- já voltei a adormecer a chorar. Sabia que era uma questão de tempo a partir do momento em que voltasse…
Sabes do que precisavas? De ir dar a volta ao mundo e sair daqui por uns tempos (por mais saudades que eu fosse ter de ti).
ResponderEliminarÉ impressionante como sei mais sobre os teus sentimentos pelo teu blog do que por ti, mesmo ao final de 6 anos, Ana Catarina. Coisinha teimosa que teima em não dizer nada a ninguém! De qualquer das formas, sabes que podes contar comigo para tudo, tudo, tudo. Mesmo quando não dás por isso, eu estou lá e estou contigo, para o que der e vier.
Um beijinho (L)
porra Ninhas, esse texto sou eu!!!!!!!!!! (foi bruta a frase, mas bolas, esse texto podia ter sido escrito por mim, agora!!!)
ResponderEliminare passo a explicar:
quando à primeira parte, se queres que te diga, e nunca disse isto a ninguém, pouco mais ou quase nada me prende a Portugal sem ser os concertos da Mafalda. e isto pode parecer estranho para quem vê de fora, e ainda há meia hora eu estava a pensar que se calhar é demais ser assim, mas pelos vistos não sou a única! é a única altura em que sou realmente feliz. quanto ao resto desse parágrafo, também podia ter sido escrito por mim, porque é exactamente assim que me sinto.
entretanto estou na Líbia e sinto-me bem aqui. portanto a segunda parte tb se aplica, especialmente porque voltei de Nova York há menos de um mês.
e quanto ao p.s. ... foi especialmente isso que mefez comentar. porque me senti assim quando voltei de NY, senti-me assim durante Agosto inteiro, com excepção das noites de concerto, até chegar aqui.
Piwi: é mais facil escrever do que falar. obrigado por estares aí, sempore sempre <3
ResponderEliminarMariazinha: que queres que te diga? :) e nao é isso que faz de nós cúmplices? saber sentir e perceber o que pouca gente sabe e consegue? gosto muito disso. gosto tanto de ti, mesmo.
Realmente também me identifiquei com o teu texto, estive em espanha de férias em Espanha e foi tão diferente de estar em Portugal. Onde só se fala em desgraças e em crise e em corrupção. Ao menos em Espanha vivi cada momento do dia, parecia o paraíso.
ResponderEliminarTal como contigo e com a Mary, o que me prende a Portugal são os concertos do João Pedro, porque do resto o que me aptecia era fugir daqui, deste sitio que parece nao existir e de algumas pessoas com quem me cruzei que nunca foram realmente minhas amigas.
Beijinho