segunda-feira, 25 de outubro de 2010

♥ 7

Tinha preparado um texto. Tenho cada tópico e frase na cabeça. Sei perfeitamente o que queria ou não dizer. Mas sou incapaz de o escrever. Não quero que ninguém me conheça ao ponto de saber os meus medos. O que me faz tremer. Chorar. O que me deixa em pânico. As incertezas que me assombram a cabeça e os dias, todos. Mas tenho que dizer que me fazes falta. Não que me continuas a fazer falta mas, que me fazes cada vez mais falta, de dia para dia. Que ainda não aprendi a viver sem ti e que nunca vou aprender, mesmo que não viva mal. Que tenho pena de só agora te conhecer assim e de não te ter admirado quando te tinha cá como te admiro agora (e há tanta coisa que só soube e só percebo agora). Tenho pena que só tenhas conhecido a Ana menina e não o que sou hoje, tão diferente. Que nunca tenhas conhecido tanta gente que faz parte da minha vida, agora, e sem as quais eu já não passaria. Que faz a minha vida e tudo o que sou. Que me fizeram mudar também. Tenho pena de não te ter tido cá em tantos passos que dei, mas tenho a calma de conseguir ver, com certeza, a tua reacção em cada um deles. Lembro-me de me falares de jantares de natal com o Jorge e com o João e de me ser indiferente, agora trepava paredes (e lembro-me que gostavas do João, eu não. Irónico ele agora ser essencial). Tenho saudades. Morro de saudades. Saudades de tudo o que ficou por viver, contigo. O que vivi, ninguém me tira. E acho que sou tão calma em relação a isto porque ainda acredito piamente no que a menina de 14 anos disse à mãe naquele dia: enquanto as lembranças forem tão boas e tão fortes, tu vais estar sempre aqui. E estás. Sempre.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ontem, no meio das rotundas, das conversas descabidas, das suposições surreais, dos refilanços, dos berros, das zangas e dos risos… ontem o que eu queria mesmo dizer é que tenho mesmo muito orgulho, nisto, que somos nós. E é tanto. Somos tanto. Tanto.

sábado, 16 de outubro de 2010

Como pode uma coisa que outrora deu vida e tanto sentido, ser no avesso algo que destrói e corrói, por dentro? Pedaços. Sinto-me a quebrar. E não posso. Não foi o que prometi, nem é o suposto.

(e não param. Vocês não param nem saiem daqui. E parece que adivinham quando preciso. E sabe bem quando são outras pessoas. Sabe bem descobrir que há, afinal, mais gente por aqui. Mesmo quando nos mostram que a desilusão, essa continua yey!)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

merda.

23:44
oh amor estamos todos assim…
não podes é deixar de tratar de ti
23:46
eu percebo-te
normalmente o timing destas coisas é sempre errado
23:47
mas o basílio entende-nos :)
23:48
e eu tb acho melhor ficares em casa
vires sozinha por aí fora não é boa ideia

É incrível como quando precisamos a força vem de onde menos esperamos. Estou de rastos. Sinto-me uma merda. E só consigo lembrar-me de ti a rir pela faculdade. E vou lembrar-te sempre, assim.

A vida é uma grande merda e a única maneira de nos vingarmos é viver, gozar e aproveita-la ao máximo!

sábado, 9 de outubro de 2010

Não estou feliz. Não estou, é um facto. Mas tenho tido momentos felizes e mesmo especiais, e isso faz-me bem. Faz-me sentir tão bem. Há alturas em que sinto que não valho nada. E quando digo nada, é nada! Mas depois olho para os lados. Para quem está por aqui, comigo, e vejo que é impossível as coisas serem como eu as vejo, porque se assim fosse, eles não -estariam cá. Eles não se dariam ao trabalho de cá estar, a verdade é essa! Levo uma vida tão normal que às vezes nem me dou conta de que não deve ser fácil andar por aqui e ainda mais, por todo lado. Mas eles não. Eles chegam, ficam e andamos mesmo, por aqui ou por todo o lado. E eu sei que nem sempre é fácil, mesmo. Às vezes, principalmente no inicio, também deve meter medo. Mete mesmo, eu sei!, porque eu também o sinto, sempre. Mas eles não fogem, ficam. Ficamos. Descobrimos, e o medo acaba por ir. Desaparecer. Dar lugar à confiança. E haverá melhor do que isso? O não haver restrições, ou quando as há, sou eu que as meto, e ainda me chamam parva por isso. Com os verdadeiros, é assim. Toda a gente tem aqueles momentos, em que se deprime, porque quem é importante, especial, não exprime nada que mostre que os sentimentos sejam recíprocos, com palavras. Eu tenho tantos momentos assim!! Mas estou a aprender que as maiores provas que podem dar são as atitudes. Os mais pequenos gestos (aqueles que quem faz, nem dá por eles). É a confiança, é senti-la. E tenho tido tanto de tudo isto. Logo agora, que preciso tanto!, não me tenho podido queixar. Não mesmo. E é único. Ainda há uns tempos, tinha a certeza que ia ser desiludida. E se há coisa que eu sou é cautelosa com o que se pode vir a passar cá dentro. E arranja-se mil justificações para não magoar tanto. E no fim não só não me desiludiram, como me deram, tanto! E não há nada melhor que dar e receber. Não há nada melhor que a companhia. A confiança. O precisar mesmo! As gargalhadas. As lágrimas. Os segredos. As coisas que pensamos e nem dizemos, por não achar bem, mas que depois se descobre em sussurro ter sido algo mútuo. As mensagens que lembram tantas vezes que nada foi esquecido. Os sonhos. As paixões. Não há nada melhor quando tudo isto é recíproco, mútuo e se partilha. Tudo o que é tanto. Tanto que se vive. E podem-me tirar muita coisa. Isto que me faz e que sou eu, não. Nunca. E eu orgulho-me tanto disso. Ainda mais de vocês. E agradeço-vos por tudo. É mesmo muito.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

‘porra, tens uma coragem que mais ninguém tem e que nunca percebi onde a vais arranjar, vais desistir agora?? É que não me vais desistir agora!’

Disse-me ela! Ela que é ela. Das maiores profissionais e das maiores pessoas. Deu-me um sermão que me pôs a tremer e de lágrimas nos olhos. Já estava à espera de um discurso sobre o assunto. Não estava à espera da opinião tão vincada e de tanta força. Que me dissesse que acredita em mim e que mo explicasse, como nunca ninguém o tinha feito. Que me mandasse lutar, com tantos argumentos e que no fim me dissesse que luta comigo, longe longe, como eu sempre achei. E no fim, aquele abraço que consolidou tudo. É que mudou tudo cá dentro. Foi ao avesso. E veio a força que já não existia, nem tão pouco me lembrava de sentir. ‘obrigado por ser a melhor do mundo!!’ ‘a melhor vais ser tu!!’ ♥

E depois lembrei-me deles, particularmente delas as duas e percebi que a força é a mesma. É diferente ouvir porque são muito cá dentro e eu sei que sou muito também, mas a força é a mesma! E isto é o melhor que posso ter agora! É o melhor que posso ter na vida. E é sem dúvida o que interessa. O mais importante!

(ainda bem que não era a única a estar e que não sou a única a achar, se não, neste momento já duvidava de mim e de tudo. Não posso agir contra o que sinto e me fazem sentir, mesmo que me custe. E se errei ou errar, também tenho esse direito. Tenho é muito medo do que anda para aí e não acho justo…!)