sábado, 9 de outubro de 2010

Não estou feliz. Não estou, é um facto. Mas tenho tido momentos felizes e mesmo especiais, e isso faz-me bem. Faz-me sentir tão bem. Há alturas em que sinto que não valho nada. E quando digo nada, é nada! Mas depois olho para os lados. Para quem está por aqui, comigo, e vejo que é impossível as coisas serem como eu as vejo, porque se assim fosse, eles não -estariam cá. Eles não se dariam ao trabalho de cá estar, a verdade é essa! Levo uma vida tão normal que às vezes nem me dou conta de que não deve ser fácil andar por aqui e ainda mais, por todo lado. Mas eles não. Eles chegam, ficam e andamos mesmo, por aqui ou por todo o lado. E eu sei que nem sempre é fácil, mesmo. Às vezes, principalmente no inicio, também deve meter medo. Mete mesmo, eu sei!, porque eu também o sinto, sempre. Mas eles não fogem, ficam. Ficamos. Descobrimos, e o medo acaba por ir. Desaparecer. Dar lugar à confiança. E haverá melhor do que isso? O não haver restrições, ou quando as há, sou eu que as meto, e ainda me chamam parva por isso. Com os verdadeiros, é assim. Toda a gente tem aqueles momentos, em que se deprime, porque quem é importante, especial, não exprime nada que mostre que os sentimentos sejam recíprocos, com palavras. Eu tenho tantos momentos assim!! Mas estou a aprender que as maiores provas que podem dar são as atitudes. Os mais pequenos gestos (aqueles que quem faz, nem dá por eles). É a confiança, é senti-la. E tenho tido tanto de tudo isto. Logo agora, que preciso tanto!, não me tenho podido queixar. Não mesmo. E é único. Ainda há uns tempos, tinha a certeza que ia ser desiludida. E se há coisa que eu sou é cautelosa com o que se pode vir a passar cá dentro. E arranja-se mil justificações para não magoar tanto. E no fim não só não me desiludiram, como me deram, tanto! E não há nada melhor que dar e receber. Não há nada melhor que a companhia. A confiança. O precisar mesmo! As gargalhadas. As lágrimas. Os segredos. As coisas que pensamos e nem dizemos, por não achar bem, mas que depois se descobre em sussurro ter sido algo mútuo. As mensagens que lembram tantas vezes que nada foi esquecido. Os sonhos. As paixões. Não há nada melhor quando tudo isto é recíproco, mútuo e se partilha. Tudo o que é tanto. Tanto que se vive. E podem-me tirar muita coisa. Isto que me faz e que sou eu, não. Nunca. E eu orgulho-me tanto disso. Ainda mais de vocês. E agradeço-vos por tudo. É mesmo muito.

2 comentários:

  1. adoro. está muito bom. e mais uma vez podia ter sido tirado da minha cabeça. um dia destes, copio para o meu blog! amo. mesmo. muito muito bom!!!

    ResponderEliminar
  2. gosto muito que me percebas :) vocês também estão lá, lembrei-me de momentos nossos quando o escrevi :)

    ResponderEliminar

sussurros