segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

minha grey ♥ é. :)


defeitos bons, aqui.

‘é que és igualinha a uma pessoa que um dia conheci. Parva como tudo. Parva como ele.’

:)

Eu sei. Sei bem. Sei que lhe herdei os defeitos todos. Um por um. Mas é bom. É mesmo. É uma maneira forte de o ter comigo, sempre. Mesmo não o tendo aqui.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

‘há uns anos, resolvia os problemas todos da minha vida na casa de banho da escola. Chegávamos a passar lá horas. Resolvia-se tudo lá.’

‘entao, agora resolve-se tudo aqui Ana, no meu carro. Estamos a crescer, estamos a crescer!’

Pois estamos, e já viste tudo o que crescemos juntas? É bom crescer assim, e contigo. Mesmo quando passamos horas à conversas, que adoro. Gasto todas as minhas capacidades para elaborar as maiores teorias e levo os meus dotes para a psicologia ao limite. Tudo isto, para acabarmos com as mesmas conclusões com que começámos. É. :)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

:)

‘eu tenho fé. E tu és uma força da natureza, tens que continuar’

Em duas frases, disse precisamente as coisas que mais me arrepiam. Tenho saudades dela. Conhecemo-nos, estava eu a passar a fase depressiva pela qual é inevitável todos os adolescentes passarem, em que tudo é mau, péssimo. Sim, essa fase ridícula. Ela apareceu nessa altura e foi quem mais me aturou. Era a única que sabia tudo, tudo. Acho que foi mesmo a única altura da minha vida em que houve alguém que sabia tudo, de mim. Tenho mesmo muitas saudades do positivismo dela, na minha vida. Lembro-me muitas vezes do dia em que finalmente nos conhecemos. De virmos de madrugada de mão dada e a dormir com a cabeça no ombro uma da outra. De atravessarmos o PN as tantas da manha a dizermos com toda a convicção ‘não te largo!’. E cumprimos. Estamos ‘longe’ mas até agora, cumprimos. Sabemos sempre em que ponto a situação está. É das raras pessoas em que acredito de olhos fechados quando me diz ‘podes contar comigo!’ porque sei que se precisar ela vai estar, muito antes de muita gente que ‘está aqui ao lado’. E o não duvidar nem um bocadinho tem um valor incalculável. Valor que é dela. Ela que vai ser sempre especial. Sempre.

sábado, 15 de janeiro de 2011

ser.

‘Eu percebo…’

Oh por amor de deus, não me venham com balelas que vocês não percebem é nada. Nada. Nada. Nada. Vocês não sabem, nem fazem ideia do que é ter um corpo que não acompanha a vossa cabeça, que vos prende. Não sabem o que é estar preso numa teia vossa, só vossa e forte, à qual não podem fugir. Não sabem o que é erguer sonhos, com todo o cuidado, com todo o perfeccionismo, não porque se quer, nem porque se escolhe, mas porque a vida os trás e os impõe. Porque sim. Como se fossem uma peça que sempre cá esteve, que sempre fez parte e que nos faz. E por isso, lutar por eles torna-se tão instintivo como respirar. Não sabem o que é ve-los a cair, um após o outro, e a transformarem se em grandes pedaços de nada. e se, no fundo, eles te fazem, tu acabas por ser feita de grandes pedaços de nada. e vais perdendo, todos os dias pedaços do que te faz, do que és tu. Vocês não sabem. A maior parte das vezes, pergunto-me se saberão vocês o que é a vida. O que são vocês. Se não passam de criaturas robotizadas que mal sabem sentir. Que em vez de um coração a transbordar de emoções, que faz o que são as pessoas, carregam aí, do lado esquerdo do peito, uma bomba meramente mecanizada. Daí eu não vos perceber. Das bocas frias e surreais, divido-me entre burrice e maldade, quando não é nada disto. Não sabem é sentir. Seguem uma rota padronizada, traçada algures e não a vivem. Não respiram, nem vivem. Não sabem. Tristes. E eu não quero isto. Arrepia-me a frieza e impunidade do não saber ser. Eu sofro, e luto todos os dias pelo discernimento e pelo sorriso, que não são fáceis manter. E se calhar, é o que incomoda. Eu riu. Eu sinto. Respiro. Vivo. Sou. E só ser, já faz de mim melhor. Ser.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

‘para mim, devia-se marcar um encontro entre o génio da lâmpada e a pequena sereia, porque nenhum deles tinha pernas, pelo que só se amariam da cintura para cima, numa mistura de corações e nada mais.’

domingo, 9 de janeiro de 2011

balão. acção. haha.



Ontem fui ‘andar de balao’. Inevitável dizer que me lembrei (como se me tivesse esquecido) que adoro estas coisas. O faz-de-conta. O ‘a gravar!’. Aqueles segundinhos de concentração. ‘e agora?’. gente boa e bonita. Os milhares de risos e as mil e uma gargalhadas, que enchem sempre de tudo e sabem sempre bem. Fomos todos bué bons. Bué. :) e agora estou mortinha por ver o resultado final da grande teoria que ninguém percebeu, mas que cada um inventou e fez com que resultasse. E resultou. Acho eu.


sábado, 8 de janeiro de 2011

um reset, à cabeça e ao coração. ou então deita-los fora e por novos. assim muito de vez em quando. principalmente ao coração. era bom. dava jeito. era isso, digo eu... :)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

2010 e 2011

‘quero despedir-me de um ano de 2010 complicado demais, com tantas experiências difíceis e dolorosas para mim e para as pessoas que mais amo, tantos obstáculos imprevisíveis, tanta confusão... e quero guardar bem tudo o que aprendi, de mim, da vida e dos outros, tudo o que me foi dada a oportunidade de aprender como só se aprende quando a dor é nossa, é na nossa carne, é por dentro do nosso coração, é colada à nossa pele, é no fundo, tão fundo, onde o olhar guarda todos as imagens de todas as memórias mais intactas, mais acesas ou mais perdidas que somos nós e olha, mesmo assim, o futuro.’

Mafalda

Não vale a pena ir mais longe. É isto. 2010 foi isto. Acho que se pesar os anos todos com uma balança, 2010 foi sem dúvida o pior. A Ana que acabou 2009, não é nem de longe a Ana que acaba 2010. Cresci e mudei tanto. Conheci-me. Aquela força de que tanto falavam, consegui finalmente vê-la, em mim. Enfrentei coisas e momentos, horríveis e tenho consciência que os enfrentei exemplarmente, mesmo que no momento seguinte não fizesse a mínima ideia de como o tenha conseguido. Estive muitas vezes desfeita mas, nunca ninguém o viu. Dizem-me sempre que é mau, é injusto porque sofro mais e não confio. Eu sou assim e orgulho-me disto. Claro que sofro a consequência de se esquecerem que não posso estar sempre bem. Esquecem-se que às vezes também tenho o direito de ser injusta. Esquecem-se de me perceber e dar o desconto quando eu percebo e desconto tudo. Pois, no final de contas, eu estou sempre bem. Com este sorriso idiota de que toda a gente gosta. É isso. Por outro lado, recebi das maiores provas de amizade do mundo. Não é fácil estar quando é tudo tão mau. e estiveram. E estão. E eu nunca o vou esquecer. Obrigado.

2011, vai ser melhor. Não duvido, até porque é fácil. Começa já com uma mudança que é muito muito boa, um orgulho e eu acredito mesmo que é só a primeira. Eles pedem-me força, dizem-me que a tenho e pedem-me para ir longe. Eu tenho vontade. Vontade, planos e ideias. E acho que força também. Para traçar o caminho e ir. Acho que é bom começar o ano assim, não? ‘bora lá! Sejam felizes! E que eu seja feliz porque também mereço! :)