quarta-feira, 29 de junho de 2011

Angélico e barbaridades...

É incrível como as pessoas se revelam nos momentos críticos. Mesmo que nada tenham a ver com eles. Tenho andado chocada com tudo o que tenho visto escrito em blogs e no facebook e com pessoas que aderem a grupos completamente macabros. Pessoas com quem até me dou. É tão triste. São tão tristes. Não admirava, nem gostava do angélico. E quando digo isto, falo a nível profissional. Quanto à pessoa em si, não faço ideia se era a melhor ou a pior pessoa do mundo. Nem tão pouco me interessa. Fiquei mesmo muito triste quando soube da notícia. Mexeu muito comigo. Um amigo meu de 22 anos, teve a mesma má sorte há uns meses e de certa forma, isto fez-me recordar tudo outra vez. Não tinha contacto com ele há anos, mas não foi por isso que deixou de custar. Porque as lembranças ficam e hão de sempre fazer parte de quem as viveu. E é isso que me revolta tanto! Ninguém merece morrer tão jovem. Ninguém morre sem ter marcado alguém, em algum momento. Sem ter magoado ou feito alguém mais feliz, por um momento que fosse. E quando partem, fica sempre uma lacuna e uma dor em quem sinta a falta de quem partiu e isso, só cada um sabe e pode, sentir e medir. E quem afirma coisas como ‘foi um irresponsável e o culpado, mereceu. É triste, mas é assim.’ ou critica uma família que acaba de perder um querido e único filho, estando por isso de certo a passar por uma dor atroz, rotulando-a de ‘invejosa’, ‘triste’, ‘egoísta’, por tomarem uma decisão talvez pouco acertada… Mas a que ponto se chega? A hora é deles. O sofrimento é deles. E as decisões também. E mesmo que sejam pouco correctas, têm e merecem ser respeitadas. Alem de que, quem sofre precisa de respeito e sobretudo de tempo (mesmo que, para algumas decisões, este seja curto). O tempo deixa as coisas no sítio certo, como se viu. E quem enche a boca, para fazer que critica seja em alturas destas, é porque não tem coração. E mesmo sem coração, o mínimo que uma pessoa deve ter por quem quer que seja, seja em que altura for, é respeito, e quando nem isso há, é deplorável. Mesmo muito mau.


Quanto ao acidente, e como é comum nestes casos, nunca se vai ter a certeza do que terá acontecido: se ia ou não a alta velocidade, se levava ou não o cinto, etc. Pouco importa também, já que o resultado é lamentável e está à vista de todos: a tristeza de ver gente tão jovem a deixar uma vida inteira por viver.


Quem apregoa à boca cheia que isto é um exemplo, que o tome então como lição para que nunca lhe aconteça nada igual, nem a ninguém que lhe seja próximo (e já agora, serem um bocado mais humanos...) e as vitimas que descansem em paz.

1 comentário:

sussurros