terça-feira, 5 de julho de 2011

Magoaste-me. Magoaste-me, outra vez, pelo mesmo motivo. É a terceira vez. Se da primeira vez perdoei, sincera e frontalmente; se da segunda, ignorei. Engoli o sapo e sarei a ferida (sim, porque foi uma bruta de uma facada!) à terceira já chega. Chega de ser o brinquedinho fofo que mais adoras, mas que tem defeito, e por isso há alturas que é melhor por de parte. Ou vá, esconder só. Ignorar um bocadinho para não pesar a consciência. Chega. Sou e mereço um bocadinho mais que isso. E sabes? Não foi a conclusão em si que magoou. Isso até conseguia aceitar. Foi o modo. A cobardia. O calculismo, meu deus! O teres negado quando te perguntei, inocente e tão frontalmente e o me teres contado, ou melhor informado!, quando não esperava e estava encurralada, não indo nem podendo reagir. O calculismo! E tens a lata de me vir depois falar em confiança, respeito?!? (e nos dias, não fui falsa. Andava só em piloto-automatico…) eu dei o melhor de mim. Se calhar não vale nada, desculpa, mas é tudo o que tenho. Tudo o que sou e consigo. Chega. Agora sou eu quem mais perco, eu sei que sou! Mas ninguém sabe o que vem depois, o futuro… estas (tuas) coisas já me mataram, literalmente. Agora magoam-me, muito, mas ‘só’. É só isso. E ser ‘só isso’ faz-me ter noção que cresci. E não foi pouco, o que é tão bom. :) percebo também agora que não tenho que me afastar, simplesmente porque as coisas cá dentro mudaram. Tenho tanta pena!

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