quinta-feira, 3 de maio de 2012

e as fitas que devia estar a escrever?


‘errar é humano.’ Mas não devia. Às vezes errar pode mesmo ser desumano para com quem se erra. E não me venham dizer que se cresce e aprende sempre, isso a mim não me consola. Detesto, odeio errar. Odeio ser impulsiva. Sim, porque em 100 vezes que erre, 98 errei porque fui impulsiva. Aquilo de que falam do ‘pensar e depois agir’ é fácil de perceber, mas tão difícil de interiorizar e praticar. Ando a aprender. A tentar praticar, juro que sim. Porque me irrito, até torturo depois. Sou impossível comigo mesma. Não suporto saber que errei não pelo que fiz, porque muitas vezes até tenho razão, mas pela maneira como o fiz (e puf, lá se foi a razão). Não sou nada ponderada. E se exijo e espero muito dos outros, a verdade é que também gosto de (me) dar. E detesto falhar nisso. Detesto desiludir e nem consigo pensar em magoar. Mas faço-o. Às vezes, é verdade que sim.

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