terça-feira, 26 de março de 2013

amizade? onde?


Pedes um simples! favor a uma amiga, que vive a 20 minutos de ti, e recebes uma resposta séculos depois e cheia de ironia. (já disse que falarem-me com ironia é das piores coisas?!!)

Pedes um favor, digamos que ‘trabalhoso’, a uma amiga que vive a mais de 300 quilómetros de distância e a situação está resolvida em menos de 24 horas.

Agora se eu falasse do papel que cada uma teve/tem/devia ter na minha vida, a coisa ficava profundamente feia…

(qual a probabilidade de uma enfermeira ficar amiga de uma doente feia e careca? Quase nenhuma. A não ser que fossem as duas cúmplices, fãs da Mafalda :) um dia tenho que lhe agradecer por tantas pessoas maravilhosas que já pôs na minha vida, mesmo sem saber.)

sábado, 23 de março de 2013

nunca soube escrever sobre ti mas, isto quase podia ser meu...


Sonho sobre ti vezes sem conta. Mesmo quando estou acordada. Às vezes dou comigo na rua e de repente, do nada, vejo a tua silhueta a mover-se por entre as gentes. Ou então é o teu perfume de lavanda que me apanha desprevenida obrigando-me a fixar-me em alguém que acabou de passar rente a mim. A tua falta é tão permanente que os anos não lhe retiram nem força, nem dor.

É uma dor que vive comigo, encaixada dentro de mim e escondida. Mas sabes pai, tenho contigo longas conversas. Maiores do que as que tive enquanto vivias. Pergunto-te muitas vezes o que pensas de mim, daquilo em que me tornei, sei lá, coisas sem importância talvez. E o facto de já teres partido há tantos anos não me fez esquecer os teus traços, o teu sorriso pequeno, as tuas mãos perfeitas.

Perfeitas. Onde eu hoje queria estar, sabes pai, abraçada por ti e ouvir-te dizer, tudo vai correr bem. Quando sonhamos podemos imaginar tudo o que queremos. E eu imagino-me novamente ao teu lado a dizer-te tudo aquilo que não tive tempo.

A vida é tão estranha, como estranha é esta saudade permanente de ti, esta imensa solidão que nunca vai desaparecer. Mas todos os dias as gaivotas rondam a minha janela e como sempre, é contigo que falo quando lhes digo adeus.

Luísa Castel-Branco

sexta-feira, 22 de março de 2013

pre-conceito.


As pessoas que me tratam como uma atrasadinha por eu ter paralisia cerebral deviam bater com o dedo mindinho numa esquina qualquer, assim, só para ver se acordam. (muito má?)

O pior é que eu depois transformo-me num bicho mau e feio. Irrito-me. (primeiro com os outros e depois, claro, com a minha reação.)

Mas ‘isso’ foi de nascença ou ‘foi-te dando’? É que ‘pareces’ tão normal…

Pareço. Na realidade sou bastante e uma perfeita anormal. Desculpem. (:

segunda-feira, 11 de março de 2013


Há alturas em que tenho a certeza de que, uma má atitude é melhor que nenhuma. Perante uma má atitude poderá haver sempre uma justificação, um pedido de desculpas que, quando sincero (e por vezes, mesmo não sendo), dificilmente não será aceite. Já quando nada é feito, não há, simplesmente, nada a ser dito. E o silêncio… o silêncio pode ser tão aterrorizantemente definitivo.

sábado, 9 de março de 2013


Às vezes chego à conclusão de que nada do que é grande e complexo dura para sempre. Já nas coisas simples e frágeis, encontra-se por vezes uma eternidade e segurança, que julgávamos já não existir em lado nenhum.

quarta-feira, 6 de março de 2013

ok, a foto não é a melhor mas...


Tenho tantas saudades destes tempos. Do início. De os ter juntos. Dos primeiros abraços. Das primeiras longas esperas (e de acharem tanta piada). De nos rirmos juntos. (de andar sempre a pânicar porque os concertos eram sempre em vésperas de testes super importantes. Eu? Uma irresponsável! :p) é claro que hoje em dia ser a Aninhas ou a Anocas é especial, mas o início foi tao bom. Se me pudessem dar uma hora de Lado a Lado acho que voltava a este dia, em Cascais.

Tirar esta foto foi do mais ternurento…