As minhas amigas adoram cobrar-me
que nunca desabafo, nunca lhes conto nada e elas contam-me tudo blábláblá. Têm toda
a razão. Detesto falar de mim. Falo muito pouco. Mas não é por falta de
confiança e o rol das outras mil coisas que adoram inventar. É porque vocês não
entendem! Por mais que queiram ajudar, e eu sei que querem, não entendem. Não têm
sequer noção. E dizem que é uma estupidez, que não tenho razão nenhuma e começa
toda uma descrição que me veste de collants, cuecas de licra e uma capa nas
costas, qual super-heroína. E a chave de ouro é sempre ‘és um exemplo!’. Está bem!
Que bom! Mas então eu pergunto: ‘sou um exemplo de quê?’ e pronto, engasgam-se
todas. Parece que, no fundo, já têm toda uma resposta formatizada, sem justificação.
Gosto muito de vocês. Preciso de vocês. E confio em vocês. E agradeço-vos, sempre,
por tudo, que é muita coisa. Mas eu resolvo-me melhor sozinha. Sempre foi
assim.E fico bem. A serio, fico.
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