As pessoas têm muito a ideia,
inconsciente, de que quando erram, têm uma atitude menos correta, ou, às vezes mesmo
má, para com alguém, duas, ou porque não três, atitudes boas, resolvem a situação.
Ou pelo menos, remedeiam. A consciência, se não ficou limpa, ficou decerto,
mais descansada. E pronto. Basta. Segue-se em frente. Até porque a pessoa nem
reclama. Pergunto-me, tantas vezes, onde é que isto se aprende. Uma atitude má,
não deixa, simplesmente, de existir, porque depois dela, vieram outras quantas
boas. Por melhores que sejam. Não há uma compensação. Ou substituição. As coisas
não desaparecem. Até porque as atitudes definem-nos. Não só aas boas. As más também.
E não faz mal agir mal. Errar faz parte da natureza humana. Todos os dias. E se
uma atitude má pode dizer muito de quem somos, a atitude que tomamos a seguir
dirá, sempre, mil vezes mais. E agora vem a palavra ‘desculpa’ que tem um uso ‘bipolar’.
Ou é ignorada e banida do dicionário. Ou é banalizada. Para mim, ‘desculpa’ é das
palavras mais importantes. Tanto por causar uma ferida insuportável, mas sempre
tão essencial, no orgulho; como por nos libertar de tanta coisa. Mas só
funciona com sentido. E esse sentido, será sempre a melhor compensação que podemos
pedir e ter.
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