Há pessoas que são capazes de nos
tocar, de nos mudar, profundamente. Talvez não mudem os nossos princípios, e se
estes forem fortemente corretos, ainda bem. Mas, essas pessoas têm a capacidade
de alterar as nossas convicções. De nos reinventar, de alguma forma. Fazem nos
mais ricos e interessantes. Mais abrangentemente, capazes.
domingo, 30 de março de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
das más conquistas.
Nem todas as conquistas são boas.
Há conquistas que, além de não completarem, como era suposto, desfalcam. Deixam
espaços vazios, que esperavam ser inundados de um cheio sem fim. Mas não são. Há
conquistas nas quais quase púnhamos a vida. Não pomos. Porque ninguém é assim
tao louco. Não pomos a vida mas, a alma e o coração sim, estão lá. Sempre e por
inteiro. Porque, se é para ir, é inteiro que se vai. E depois. Depois nada é o
que era suposto. O que devia ser. E depois, o nada é pouco. Ou quase nada. E deixa-nos
ali à procura de nos lembrarmos do que era tão grande. Deveria ser. E não é. A única
realidade real, é a nossa. Qualquer outra que nos seja apresentada pode ser
duvidosa, e deve ser questionada. Nunca nos conformamos com o fato de que todo
o quadro pode ser incrivelmente perfeito e maravilhoso. Por inteiro. Mas todo o
quadro tem pormenores. Nem todos perfeitos. Muitos imperfeitos. E pode chegar o
dia em que essas imperfeições façam o valor do quadro. E se, conseguimos amar
para sempre o quadro inteiro. Tudo com que nos ilude. Tudo o que nos mostra e
representa. Há situações em que cada imperfeição mede mais que o mundo. E descobrimos
que não conseguimos viver com elas. Por mais que o quadro seja amor. Não estamos
prontos. Não vamos ficar. Nem queremos vir a estar. Há conquistas para as quais
partimos inteiros, mas das quais é importante sairmos também inteiros. Nem todas
as conquistas são boas. E vai ser sempre duro chegar a essa conclusão. (mesmo
sabendo que nunca nenhuma luta será em vão. Será sempre o processo de luta que
nos revela. E constrói.)
segunda-feira, 24 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
Sacrifício incondicional.
Quando se quer gostar de alguém,
de forma incondicional e para sempre, o melhor, o necessário, é não se
estreitar a ligação. Nem se tentar conhecer a fundo essa pessoa. Porque, nesse
caso, a única coisa que se pode ter como certa é a desilusão. Que complica e impossibilita
tudo. Se é possível gostar, amar, incondicionalmente, quem conhecemos tao
profundamente? Claro. Mas isso é uma decisão que tomamos. Uma decisão que terá
sempre por base o sacrifício. Que exige
sacrifício. E esse sacrifício que escolhemos
fazer, pode vir a ser, o maior ato de injustiça cometida, contra nós próprios. Como
pode vir a ser também, a maior prova de amor ou a oportunidade mais recompensadora
que a vida nos virá a dar. É só preciso muito discernimento na hora de
arriscar. De aceitar. Ou não. De acolher. Ou não. Para sempre. Ser incondicional.
quinta-feira, 13 de março de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
da minha cabeça.
Lembrei-me que todas as pessoas
que um dia considerei ‘melhores amigas’ me deixaram de falar, de um dia para o outro,
sem nenhuma razão aparente. Sem se justificarem. Sem mo explicarem. Sem que eu
ao menos encontre uma razão minimamente valida, para tal. Não foram uma, nem
duas. É que só associei agora.
A questão é: procuro já um
psiquiatra? Ou a resposta é simples: sou mesmo má pessoa. (e ainda sou pior
pessoa por gostar mesmo da pessoa que sou.)
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