Percebi. Finalmente percebi. E gostei que mo tivesses feito perceber, apesar da hesitação que eu entendo. Gosto muito disto. Que haja confiança onde não tem de haver, mas onde há, porque sim, porque é assim. Gosto de a sentir e de a viver, muito. E gosto ainda mais que seja mútuo! Para mim o melhor sentimento do mundo é a cumplicidade, porque é o único que não se impõe. Nem se aprende. Existe por si só. Ou há, ou não há. Sem voltas a dar. E é uma verdade que se sente quando estamos olhos nos olhos, quando dizemos o que supostamente não se diz, mas que soltamos, porque ali deixa de haver questões que nos coloquem reservas. E são aqueles olhares que dizem mais do que a melhor das palavras. Os risos que vêm de dentro. O que já se sabe porque sim. As coincidências surreais que vão sempre surgindo. E é tudo. Tudo o que se vive, cá muito dentro. E eu ando numa fase parva em que ando a viver muito cada coisa. As parvoíces. Os ataques de riso. Os olhares, que são sempre muito mais que isso. As mãos dadas. Os abraços. As bocas. Os colos. As saudades. As minhas pessoas. A vive-las e a faze-las muito minhas. E ando numa fase em que me apetece dizer a toda a hora o quão são importantes. Apetece abraçar e não largar. Ando assim. Ando parva.
domingo, 26 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Sete anos! S-E-T-E anos (ok, estou velha!)!!! eu tremia por todos os lados, porque tu estavas a ler aquilo! Sempre detestei que lessem o que escrevo à minha frente, quanto mais tu! Mas olhaste para mim, com aquele brilho nos olhos que tanto te caracterizava e sussurras-te ‘vou lê-lo agora aqui, contigo’. Ok, ia morrendo. Sempre mais um bocadinho porque não tiravas os olhos de lá e não percebia o que te passava pela cabeça. Quando acabaste e olhaste para mim, tinhas os olhos ‘húmidos’. Os meus ficaram iguais. E tiveste a lata!, de me perguntar ‘estou todo suado mas… posso-te dar um abraço?’ é que nem te respondi! E foi dos momentos mais bonitos, até hoje! E hoje, quase posso jurar que nem te lembras da minha existência. Mas eu não me esqueço e morro de saudades. E dava tudo para mais um abraço, para te perguntar mil coisas e contar outras mil. Às vezes, chego mesmo a pensar que continuas a ser a pessoa que mais admiro na vida o que não sei se é muito justo. E aí, levas-me a outra conclusão: as pessoas que entraram na minha vida porque eu fui até elas, porque eu ‘as escolhi’, são mesmo as melhores e as maiores. Fazem de mim tão melhor e maior. E eu tenho tanto orgulho nisso. Tenho mesmo.
Ps- btw, aquilo que leste agora faz-me rir, sempre tanto. Afinal de contas, eu tinha 14 anos e é mesmo giro ver como se vivia as coisas. Daí marcarem tanto, provavelmente.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
A minha cabeça devia ter um botão de stop. Isto hoje não pára! e só com coisas que nem é suposto andarem por aqui (e que baralham tudo, o que ajuda sempre…).
Ah, uma reciclagem, também dava jeito. Isto digo eu…
Ps.- quanto a ti, não sei se é o certo (tenho medo que não seja). Mas é o máximo que consigo, agora.
(e depois não devia andar a fugir, como ando. Ela não merece, por tanto que sempre foi. Tenho que agarrar, sentar e deixar sair tudo. E se calhar, chorar tudo o que trago cá dentro, aí. Até porque, tenho saudades!)
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Vocês não são burros. São boas pessoas, verdadeiramente. Boas pessoas demais. E nem toda a gente é assim, mesmo quando se é muito próximo. E é uma merda. Mas é assim que se aprende. Eu tenho o maior orgulho em vocês. Em serem a minha vida.
(eu aguento mesmo muita coisa. E até ignoro e esqueço, esqueço mesmo ao ponto de perdoar e por tudo para trás das costas como se nunca tivesse acontecido. Mas nisto, sinto-me directamente envolvida e sinto que foi intencionalmente para magoar, magoa-la a ela. Portanto, temos pena mas acho que as coisas nunca mais vão ser as mesmas. Porque se antes era eu que fazia com que as coisas voltassem ao normal, desta vez acho que não vou deixar que tal aconteça, porque não consigo. Detesto que as pessoas sejam capazes de descer assim tão baixo, só e apenas pelo prazer de serem más. Sem terem a mínima consciência ou preocupação pelo que fazem. E é melhor nem começar a falar em inveja…)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
‘mas tu és mais forte que qualquer um!’
‘mas tu só dás passos gigantes! E não digas isso…’
‘mas tu não desistes nunca, segues sempre em frente por pior que seja tudo. Tenho tanto orgulho em ti!’
‘tu cumpres tudo o que prometes. Demore o tempo que for, tu cumpres! Isso já não existe, é lindo! Tu és linda!’
‘tu és a excepção, é que não duvides! Aqui, a única excepção és tu!!’
Porra!!! Só conversas difíceis! Uma atrás da outra e eu sou completamente atropelada por elas, literalmente! Assustam-me quando me dizem isto. Assusta-me que sintam isto, assim. Porque eu não sou nada disto. É bom ouvir, claro. Mas não agora. Agora não consigo acreditar em nada disto. Mesmo se dito por vocês, que são tanto e tanto. Se calhar por isso mesmo. Porque é fácil ser forte com vocês, que me fazem tão bem! Que me põem tão bem e me dão momentos tão bons e até felizes. Tantas vezes só por estarem ali. Porque ainda se torna bem mais fácil ser forte, quando são vocês que precisam de ajuda, mesmo quando não dizem nada! Ou quando pedem mesmo, olhos nos olhos, o que é tão importante. Aí é que não há lugar para medos nem fraquezas. Aí importam vocês, o que sentem e o que precisam de mim. Importas tu. E tudo o que quero para ti. E que percebas a força que tens. Que acredites naquilo que para mim já não tem sentido mas, que tem que ter para ti, porque tens que ficar bem. Eu quero-te bem. Mas vocês não sabem o que eu sinto. Não sentem o que eu sinto. Nem sabem o que eu sei. É horrível, é mesmo. Só que eu estou bem. No fundo, não sei como, mas estou. E isto tudo, cá dentro, pode esperar. Porque não há para onde correr. (e o pior de tudo, é isso mesmo.)
(e pensar que há quem não entenda metade disto. Faça o oposto. E que eu não sei lidar com isso.)
Ps. E digo sim, porque agora, com isto tudo, é o que sinto.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
#...
#1 Não quero mais errar nisto! Não nisto! É que é sempre o mesmo erro, e sufoca-me. Percebo que há alturas em que tenha que deixar sair, e nestas tinha! Porque o que não magoa, mói!(eu tento que não magoe, já devia ser superior! Mas se calhar… não.) e pode correr mal, e se assim for, a culpa é minha, que errei. Mas no fundo, a culpa é toda tua!!! E isso mete-me uma raiva!! (e eu não sei o que fazer com ela… mesmo.)
#2 Tenho saudades. Tenho mesmo muitas e todos os dias me lembro deles e de como, no fim, voltaram para trás, para me dar aquele abraço. Tenho saudades de me sentir mesmo uma princesa, como eles diziam. Não que me mimassem mas, pela maneira como me tratavam. As piadas. O carinho. Os sorrisos. Abraços. Tudo o que não se questionava, sentia-se. Sentia-se tudo. (a minha mania de me apegar às pessoas, às vezes, também me irrita.)
#3 ‘quando quiseres ir para lá, diz-me! Sei de um sitio óptimo onde podes ficar’ epá, não me digam isso!! É o meu sonho… e já estive bem mais longe da loucura. Bem mais.
sábado, 4 de setembro de 2010
Ontem descobri um dos segredos dele, que o faz tão diferente e especial. Nunca tinha percebido, até ontem. Mas ele molda-nos o coração. Não percebo como, mas acho que é isso. Molda mesmo. Fá-lo maior e parecer melhor. Como se tudo o que o assombra fosse cobarde demais perante tudo o que ele é e só sobrasse, cá dentro, o que faz bem e é importante. E eu gosto, de me sentir lá e de como me sinto lá. Aquele olhar cúmplice dá-me vida. Aquele sorriso ontem foi mesmo giro, do género ‘agora é que te apanhei!’. O abraço. As novidades, que ainda nem se sabe, mas que me conta com aquele olhar ‘se sim, conto contigo. Já sei’. O ‘eu aviso-te!’ que me faz sentir parte, o que é tão bom. :) Os abraços, mundos inteiros. Tudo o que me faz tanto. É tanto de mim. E eu acho que ninguém percebe. ‘tens um brilho tao bonito nos olhos, ninhas. Adoro ver-te assim.’ soube bem ouvir isto :) e sentir que o brilho maior guardo no coração e que esse me faz ser sempre mais pessoa (e sentir que ainda o consigo ser, apesar de tudo.)
adoro viver tudo isto, mas também adoro partilha-lo, com gente minha. O entusiasmo, os sorrisos. Tudo o que se partilha, multiplica-se. Faz parte da magia. Adorei tê-las lá. Adoro ter-te lá. Que saibas cada pormenor comigo, como mais ninguém sabe (os do espectáculo e os que guardamos em segredo). Adoro poder dar-te a mão quando sei que só tu entendes. E ontem foi muito. Ontem cada abraço foi mil vezes, muito.
Ps- epá, odeio histerismos. Irritam-me! Mas vá, isso já sou eu e o meu feitio…