Percebi. Finalmente percebi. E gostei que mo tivesses feito perceber, apesar da hesitação que eu entendo. Gosto muito disto. Que haja confiança onde não tem de haver, mas onde há, porque sim, porque é assim. Gosto de a sentir e de a viver, muito. E gosto ainda mais que seja mútuo! Para mim o melhor sentimento do mundo é a cumplicidade, porque é o único que não se impõe. Nem se aprende. Existe por si só. Ou há, ou não há. Sem voltas a dar. E é uma verdade que se sente quando estamos olhos nos olhos, quando dizemos o que supostamente não se diz, mas que soltamos, porque ali deixa de haver questões que nos coloquem reservas. E são aqueles olhares que dizem mais do que a melhor das palavras. Os risos que vêm de dentro. O que já se sabe porque sim. As coincidências surreais que vão sempre surgindo. E é tudo. Tudo o que se vive, cá muito dentro. E eu ando numa fase parva em que ando a viver muito cada coisa. As parvoíces. Os ataques de riso. Os olhares, que são sempre muito mais que isso. As mãos dadas. Os abraços. As bocas. Os colos. As saudades. As minhas pessoas. A vive-las e a faze-las muito minhas. E ando numa fase em que me apetece dizer a toda a hora o quão são importantes. Apetece abraçar e não largar. Ando assim. Ando parva.
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