Sete anos! S-E-T-E anos (ok, estou velha!)!!! eu tremia por todos os lados, porque tu estavas a ler aquilo! Sempre detestei que lessem o que escrevo à minha frente, quanto mais tu! Mas olhaste para mim, com aquele brilho nos olhos que tanto te caracterizava e sussurras-te ‘vou lê-lo agora aqui, contigo’. Ok, ia morrendo. Sempre mais um bocadinho porque não tiravas os olhos de lá e não percebia o que te passava pela cabeça. Quando acabaste e olhaste para mim, tinhas os olhos ‘húmidos’. Os meus ficaram iguais. E tiveste a lata!, de me perguntar ‘estou todo suado mas… posso-te dar um abraço?’ é que nem te respondi! E foi dos momentos mais bonitos, até hoje! E hoje, quase posso jurar que nem te lembras da minha existência. Mas eu não me esqueço e morro de saudades. E dava tudo para mais um abraço, para te perguntar mil coisas e contar outras mil. Às vezes, chego mesmo a pensar que continuas a ser a pessoa que mais admiro na vida o que não sei se é muito justo. E aí, levas-me a outra conclusão: as pessoas que entraram na minha vida porque eu fui até elas, porque eu ‘as escolhi’, são mesmo as melhores e as maiores. Fazem de mim tão melhor e maior. E eu tenho tanto orgulho nisso. Tenho mesmo.
Ps- btw, aquilo que leste agora faz-me rir, sempre tanto. Afinal de contas, eu tinha 14 anos e é mesmo giro ver como se vivia as coisas. Daí marcarem tanto, provavelmente.
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