O pior sentimento do mundo é a desilusão. Quando nos deixam do avesso e nos tiram o chão, só e apenas para dificultar a tarefa de voltarmos a ver o mundo às direitas e provocar a luta do encontro de um chão novamente seguro, enquanto as suas vidas seguem com a naturalidade de nada ter acontecido. Sempre fui muito boa no que diz respeito às cambalhotas da vida. Fui aprendendo a saltitar por rumos incertos até finalmente sentir a segurança de um chão firme e coeso, seguro. Habituei-me a seguir a minha vida junto com a dos outros, num nada de não ter simplesmente acontecido. Mas apercebi-me que não é assim. não dá. Eu já não consigo ser assim. a ordem não pode ser ‘para trás das costas, esquece-se’, mas sim ‘enfrenta-se e perdoa se’. Eu já não consigo que seja de outra maneira. É demais. Na minha vida, agora, é mesmo tudo demais. E chamem-me cabra, fria, insensível, eu tenho plena noção que as minhas capacidades de esquecer e perdoar estão em baixo. Mas querem o quê? Passar por isto tudo? Não têm a mínima noção! E ao julgarem não conseguem ser nada melhores, é um bocado baixo até. Eu também tenho saudades. Eu também sinto falta e também me custa. Se calhar custa-me mais a mim, no meio de tudo que fizeram. E apetece-me muito dar o braço a torcer, mas depois voltamos ao mesmo, é demais. O melhor das pessoas fica comigo. É o que se guarda. O que faz sorrir sempre. Mas a confiança foi-se, está-se a ir. A verdade é que quando acontece, é fácil repetir. (ainda estou à espera que tudo fique bem…).
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