quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A verdade, é que é muito mais fácil as pessoas gostarem/simpatizarem comigo à partida, do que eu com elas. E isto, pode tornar-se muito chato. Depois existem sempre dois tipos diferentes de pessoas: aquelas com quem eu embirro e aquelas de quem eu não gosto, logo de caras. Tenho a mania de julgar logo as pessoas, o que é um grande defeito, eu sei. Mas também me conheço bem o suficiente para lhes dar sempre algum benefício da dúvida (se bem que às vezes muito contrariada). E é muito raro haver novidades ou o funcionamento da coisa surpreender-me: quando não gosto de alguém, raramente isso se altera e mais cedo ou mesmo muito mais tarde, acabam sempre por surgir razoes a confirmarem a minha opinião. Já quando a pessoa até é simpática mas eu embirro com ela, as coisas acabam sempre por mudar. Por norma, pessoas com quem eu embirro muito acabam sempre por se tornar em pessoas de quem eu gosto muito, e até mesmo, nas mais e maiores amigas. E saber disto, quando se embirra com alguém é tão tão chato. Porque quando decides, é porque é para sempre e à letra: é para embirrar, muito e até ao fim. E depois quando a pessoa se torna extremamente simpática, querida, amorosa… e te dá completamente cabe da cabeça - ‘vai-te lixar!!! Eu já tinha decidido não gostar de ti, foda-se!!’ (entenda-se que eu nem sou de dizer asneiras.). pois!! E depois é uma luta, porque se há coisa que não é fácil eu fazer é dar o braço a torcer (e vai outro defeito). E resisto. E embirro, na maioria das vezes embirro ainda mais. E resisto. E esta luta é só na minha cabeça, não deixo transparecer. Pelo menos tento. E isto não é ser falsa, é ter noção que não posso julgar as pessoas por ‘embirranço’, sem razão. Porque quando há razoes, afasto-me e pronto, acabou. Mas quando não há, tento sempre ser o mais cordial, se há coisa com a qual não lido bem, é com a sensação de que fui má ou injusta. E depois é óbvio, há o período em que analiso a pessoa a cada momento, e a pessoa se vai saindo sempre bem, o que me irrita e faz resistir ainda mais. E a minha teimosia só se derruba com check-mattes. Quando não tenho saída. Quando a pessoa faz o ‘anormal’. Quando a pessoa, que é do mais improvável, está, quando mais ninguém está. Quando te diz o que mais ninguém consegue. O que, para ti, é impossível alguém saber. Acredito mesmo que estes ‘check-mattes’ fazem parte de um dos lados mais importantes e especiais da vida.


Existem também aquelas de quem gosto de imediato. São raríssimas, mas autenticas e dificilmente desiludem. O giro, é que estas marcam profundamente mas passam, as do ‘embirranço’ ficam, nem que seja sempre a embirrar. Fazem-te crescer e crescem contigo. No fim, dás-te conta que estas, que dão luta, é que valem a pena.


(as intermédias a isto tudo, porque há sempre intermédias, geralmente nunca interessam :p)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

acreditas? Mas acreditas mesmo, sem qualquer dúvida? É que só assim. Só se acreditares mesmo é que as coisas vão dar certo. Só assim vai dar tudo certo. E vai acontecer. Mesmo que te digam que não, vai ter que acontecer!’


E eu acredito mesmo. Não só porque preciso. Mas acredito. Porque tem que ser. E porque nem posso meter outra hipótese. Ouviste?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

quem é, de quem não é.

Quem é amigo, preocupa-se. Quer saber (não das coisas, mas de nós.). Está sempre presente, porque mesmo quando não está faz sempre lembrar que não esqueceu, que nunca se esquece.


Quem não é amigo, não quer saber. E quando quer, quer saber das coisas, principalmente se forem más, e nunca de nós. Quase nunca está, e quando está, não dá. Quando está, é só exigências.


São ambos capazes de dizer que gostam de nós. Acho duvidoso, mas talvez seja possível. Cabe-nos a nós distinguir quem é, de quem não é.


Porque uma amizade, não precisa de ser grande para ser verdadeira. Basta basear-se no gostar e no respeito mútuo. E há quem se esqueça e não dê o mínimo valor a isto.

domingo, 11 de setembro de 2011

Não percebo a tua vida. A forma como vives a tua vida. O sentido que parece que lhe dás, para mim, não assenta em nada. não tem sentido algum. E tenho pena. Vives como sendo o teu mundo. Não és o centro mas, és o teu mundo inteiro. Não dás valor, nem te entregas, verdadeiramente, a nada que não te dê reconhecimento. Nem a ninguém, que não te tenha, a ti, como centro do seu mundo. E eu acho que não é porque não queres, mas porque não consegues. Nem sabes. E tenho pena. O erro não está em te focares em ti. Acho mesmo que isso até pode ser muito positivo. O problema é que ninguém é alguém sozinho. É preciso uma fé, um Deus, pessoas, sei lá… é preciso termos um mundo nosso, construído e formado por nós. Sozinhos, somos um. E um, é muito perto de nada. Um mundo nosso é como uma fortaleza, que dificilmente nos deixará ficar mal. E precisamos de ser um mundo para cativar. E se deixamos de cativar, esquecemo-nos de como é bom e até de como se faz.


(excerto de um texto…)