domingo, 11 de setembro de 2011

Não percebo a tua vida. A forma como vives a tua vida. O sentido que parece que lhe dás, para mim, não assenta em nada. não tem sentido algum. E tenho pena. Vives como sendo o teu mundo. Não és o centro mas, és o teu mundo inteiro. Não dás valor, nem te entregas, verdadeiramente, a nada que não te dê reconhecimento. Nem a ninguém, que não te tenha, a ti, como centro do seu mundo. E eu acho que não é porque não queres, mas porque não consegues. Nem sabes. E tenho pena. O erro não está em te focares em ti. Acho mesmo que isso até pode ser muito positivo. O problema é que ninguém é alguém sozinho. É preciso uma fé, um Deus, pessoas, sei lá… é preciso termos um mundo nosso, construído e formado por nós. Sozinhos, somos um. E um, é muito perto de nada. Um mundo nosso é como uma fortaleza, que dificilmente nos deixará ficar mal. E precisamos de ser um mundo para cativar. E se deixamos de cativar, esquecemo-nos de como é bom e até de como se faz.


(excerto de um texto…)

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