Tenho sempre a sensação que as pessoas, as que se fazem grandes cá dentro, me marcam e dão muito mais, do que o contrário. Do que eu, a elas. E por saber, ou sentir, tanto isto, fiquei mesmo nervosa com a possibilidade de o ver, ou até aos dois. Já passou mais de um ano, e está bem que a nossa despedida foi mesmo mesmo bonita, mas afinal, racionalmente, não é tanto assim aquilo que nos une. O tempo não foi muito, ainda que tenha sido tudo tão especial, por isso, no fundo o que nos liga resume-se a um carinho e compreensão quase imediatos e sem explicação, porque sim, foi assim. E por tudo isto, eu não conseguia imaginar um reencontro. Queria muito abraços, mas tinha medo de esperar demasiado e de dar demasiado também, porque eu sou (quase sempre, demasiadas vezes) muito assim. E era estranho porque, eu tinha a certeza que eles, pelo menos ele, andaria por ali, mas eles não teriam como saber que eu estava ali e o espaço, enorme!, e tanta tanta gente… era tão improvável que quando os vi nem quis acreditar. Nem houve palavras, só aquele ‘que saudades!!’ no meio do abraço. Às tantas, sinto agarrarem-me o braço e oiço um ‘Larga ela, também quero um abraço!!’ tinha tantas saudades, tantas!! E é incrível como cada abraço é um, e pode dizer tanto do que nos liga. Sempre. O abraço é o espelho de qualquer ‘relação-seja-de-que-tipo-for’ e eu adoro saber isto e sentir. É incrível ter pessoas que gostam tanto de nós porque sim, sem qualquer expectativa em troca e é incrível gostar tanto de pessoas assim. E não há palavras quando vês a felicidade nos olhos de alguém, só porque te viu, e tu sabes o quanto é recíproco. É incrível como se preocupam e dão concelhos com tanta força que nos enchem a alma. São incríveis. E eu gosto muito deles. E de ter pessoas genuinamente boas na minha vida.
domingo, 30 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
de me ter lembrado...
Tenho-me lembrado de Cuba. Daquele dia que amanheceu lindo como os outros. Céu e mar daqueles azuis, incríveis. De estarmos na praia, já não sei a fazer o quê. Mas de estarmos juntos, todos. E, do nada, aparecer aquela nuvem, do mais preto que vi. De ficar frio, mesmo muito. De chuva e muitos e grandes relâmpagos. De estagnarmos. Hotel? É que não. Agua. Agua quentinha :) e tínhamos ondas. Só assim é que tínhamos ondas. E todos cobertos, só com a cabeça de fora, porque estava frio. E estávamos num paraíso. No nosso paraíso. Com o céu a abrir-se por cima de nós, por fendas iluminadas que rasgavam, com tamanha subtileza, aquele cinzento profundo. E era tamanho o frio e o calor, que se misturaram. E fizeram-nos livres. Livres e felizes. Fomos felizes porque fomos livres. Naturalmente livres. E felizes.
E meto-me a pensar em como a vida é tão assim. E os momentos também. Em como minguamos por dentro de cada vez que se trocam as voltas e nos deixam do avesso, ou pior que o avesso. De como nos esquecemos, que quase sempre, o avesso da vida nos faz crescer e de como isso é bom e importa. De como nos esquecemos de improvisar nos momentos improváveis, de os viver. E de que o caminho contrario não tem que nos arras(t)ar com algo que não nos pertence, mas pode sim, fazer-nos descobrir ainda mais fundo o que queremos. Viver e ser. E que nos pode fazer melhor. E felizes, de maneiras que nunca imaginamos. E havemos de chegar lá. Onde queríamos, ou a algo que descobrimos, nos entretanto, pelo caminho. Mas havemos de chegar lá. Naturalmente livres. E felizes.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Erras. Erras muito. E porque és muito nem sempre é fácil, às vezes é mesmo complicado seguir, tão forte como antes. Mas depois, falas com verdade, de todo o teu coração. Como mais ninguém faz. Mas depois, quando te dás, dás de todo o teu coração. Com uma simplicidade comovedora, de tão intuitivo. Como mais ninguém faz. E é aí que eu percebo porque é tão incondicional. Grande. Para sempre. (a cima dos erros. Bem a cima.)