sábado, 8 de outubro de 2011

de me ter lembrado...

Tenho-me lembrado de Cuba. Daquele dia que amanheceu lindo como os outros. Céu e mar daqueles azuis, incríveis. De estarmos na praia, já não sei a fazer o quê. Mas de estarmos juntos, todos. E, do nada, aparecer aquela nuvem, do mais preto que vi. De ficar frio, mesmo muito. De chuva e muitos e grandes relâmpagos. De estagnarmos. Hotel? É que não. Agua. Agua quentinha :) e tínhamos ondas. Só assim é que tínhamos ondas. E todos cobertos, só com a cabeça de fora, porque estava frio. E estávamos num paraíso. No nosso paraíso. Com o céu a abrir-se por cima de nós, por fendas iluminadas que rasgavam, com tamanha subtileza, aquele cinzento profundo. E era tamanho o frio e o calor, que se misturaram. E fizeram-nos livres. Livres e felizes. Fomos felizes porque fomos livres. Naturalmente livres. E felizes.



E meto-me a pensar em como a vida é tão assim. E os momentos também. Em como minguamos por dentro de cada vez que se trocam as voltas e nos deixam do avesso, ou pior que o avesso. De como nos esquecemos, que quase sempre, o avesso da vida nos faz crescer e de como isso é bom e importa. De como nos esquecemos de improvisar nos momentos improváveis, de os viver. E de que o caminho contrario não tem que nos arras(t)ar com algo que não nos pertence, mas pode sim, fazer-nos descobrir ainda mais fundo o que queremos. Viver e ser. E que nos pode fazer melhor. E felizes, de maneiras que nunca imaginamos. E havemos de chegar lá. Onde queríamos, ou a algo que descobrimos, nos entretanto, pelo caminho. Mas havemos de chegar lá. Naturalmente livres. E felizes.

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