domingo, 30 de outubro de 2011

j e j.

Tenho sempre a sensação que as pessoas, as que se fazem grandes cá dentro, me marcam e dão muito mais, do que o contrário. Do que eu, a elas. E por saber, ou sentir, tanto isto, fiquei mesmo nervosa com a possibilidade de o ver, ou até aos dois. Já passou mais de um ano, e está bem que a nossa despedida foi mesmo mesmo bonita, mas afinal, racionalmente, não é tanto assim aquilo que nos une. O tempo não foi muito, ainda que tenha sido tudo tão especial, por isso, no fundo o que nos liga resume-se a um carinho e compreensão quase imediatos e sem explicação, porque sim, foi assim. E por tudo isto, eu não conseguia imaginar um reencontro. Queria muito abraços, mas tinha medo de esperar demasiado e de dar demasiado também, porque eu sou (quase sempre, demasiadas vezes) muito assim. E era estranho porque, eu tinha a certeza que eles, pelo menos ele, andaria por ali, mas eles não teriam como saber que eu estava ali e o espaço, enorme!, e tanta tanta gente… era tão improvável que quando os vi nem quis acreditar. Nem houve palavras, só aquele ‘que saudades!!’ no meio do abraço. Às tantas, sinto agarrarem-me o braço e oiço um ‘Larga ela, também quero um abraço!!’ tinha tantas saudades, tantas!! E é incrível como cada abraço é um, e pode dizer tanto do que nos liga. Sempre. O abraço é o espelho de qualquer ‘relação-seja-de-que-tipo-for’ e eu adoro saber isto e sentir. É incrível ter pessoas que gostam tanto de nós porque sim, sem qualquer expectativa em troca e é incrível gostar tanto de pessoas assim. E não há palavras quando vês a felicidade nos olhos de alguém, só porque te viu, e tu sabes o quanto é recíproco. É incrível como se preocupam e dão concelhos com tanta força que nos enchem a alma. São incríveis. E eu gosto muito deles. E de ter pessoas genuinamente boas na minha vida.

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