Não é segredo nenhum. A verdade é que acho que é um passo básico, que nos faria mais e melhores, mas que nos passa ao lado a maior parte do tempo e circunstâncias pelas quais passamos. Por melhores pessoas que sejamos, dificilmente, muito dificilmente somos capazes de fugir ao facto de a humanidade ser, no fundo, demasiado egocêntrica. E viramo-nos constantemente para nós e nem nos lembramos dos outros. De que seriamos muito melhores se tratássemos as pessoas, todas as pessoas, como gostaríamos de ser tratados. E temos todos consciência disto, mas como em tudo, é muito mais fácil a teoria que a pratica. Ou não fosse da nossa natureza o meter sempre em causa o porquê de termos que ter a iniciativa do primeiro passo, da primeira simpatia. Questionamos sempre o facto do outro não se chegar à frente. E, sem termos noção, ganhamos mesmo pequenos preconceitos quanto a isto. Até mesmo em casos de grandes empatias imediatas e sem razão. Temos sempre medo, não de dar mas, de dar demasiado e cair no ridículo, tudo porque desconhecemos a recepção e reacções de tal pessoa. O facto é que se não houver um primeiro passo, nunca saberemos se haverá algum. Se não nos dermos, sem reticências, dificilmente receberemos o melhor de alguém. E o melhor de quem deu, será sempre o melhor do mundo. E o melhor do que somos nós, será sempre o melhor que dermos. Se não nos dermos nunca conheceremos o melhor do mundo, o melhor de nós.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
dar.
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sussurros