É incrível como perante os problemas as pessoas se revelam. E é incrível como tenho descoberto a sorte que tenho nas pessoas que me rodeiam. Comove-me e deixa-me orgulhosa. Orgulho-me de ter a capacidade de cultivar gente tão bonita à minha volta. Porque acho mesmo que é uma capacidade. E essas pessoas têm me ensinado tanto! Acho extraordinário como uma amizade verdadeira nada tem a ver com presença constante ou longevidade. A amizade verdadeira baseia-se sim, apenas em bondade, dádiva e, acima de todas as coisas, sinceridade. Sinceridade no que se é, no que se sente, no que se dá e em como se recebe. E não importa se o contacto é frequente, constante ou casual. Nem importa se passaram anos. Quando aquilo que une as pessoas tem por base sinceridade, tem-se tudo. E essa sinceridade sobrepõe-se a tudo, até ao tempo e à distância. E dá sentido. Um sentido que não se perde. E tudo isto agarra-me e não me deixa cair. Porque eu posso não agradecer tudo mas, tenho plena consciência de tudo o que fazem por mim e do quanto me dão. Tenho plena noção de que ser diferente e não tipicamente comum, não faz as coisas serem fáceis para vocês e, por isso, tudo o que fazem, tudo o que me dão se torna tão incrivelmente especial e importante. Ver nas vossas caras o orgulho desmedido ao invés da pena que, confesso, sempre me assustou. O acreditarem dessa maneira tão forte que faz com que não oiçam apenas, mas se envolvam. O ‘para o que precisares’, ‘mas o que é que não consegues?’. E, o mais importante, o de igual para igual. Obrigado por serem e estarem. Vocês dão-me vida. Mesmo.
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