Tenho um milhão de problemas que,
qualquer pessoa dita normal, não faz ideia que possa existir. Um milhão. Ou mais.
Mas nunca me dramatizo. Nunca o fiz. Tenho momentos de raiva e em que me
apetece mandar tudo à merda. À grande. Mas são momentos. Minutos. Que logo
passam. Mas depois, sou a pessoa que se emociona com programas-idiotas-de-televisão-que-nunca-ensinaram-nada-a-ninguém.
Que fica de coração desfeito quando vê um vídeo de uns animais a abandonarem um
cãozinho no meio da estrada que fica angustiosamente desesperado (há pessoas que
só são pessoas porque um dia se mascararam daquilo). E ainda que fica destroçada
quando vê um rapaz a pedir no meio da rua a tremer de frio como nunca vi ninguém
tremer, com um universo à sua volta assustadoramente indiferente (e reclamo com
Deus por um euromilhões. Tenho desejos fúteis, intermináveis. Mas as
necessidades assustam-me. Gostava de mudar o mundo. Todo não, que é muito. Mas o
que me está à mão. Um dia. Um dia, mudo) . Devo ter um problema a mais, na cabeça,
para juntar aos outros todos, não? A vida é estranha. Ou então. A estranha. Sou
eu.
Mas depois tens uma força e uma coragem e um coração que, qualquer pessoa dita normal, não faz ideia que possa existir.
ResponderEliminarsabes que ter pessoas incríveis na minha vida tb me ajuda a ter mais força, mais coragem e um coração bonito :)
EliminarConcordo plenamente com a Maria :). Beijinhoooooos :*
ResponderEliminar:) beijinho Ana
Eliminar