quarta-feira, 27 de novembro de 2013

a estranha.


Tenho um milhão de problemas que, qualquer pessoa dita normal, não faz ideia que possa existir. Um milhão. Ou mais. Mas nunca me dramatizo. Nunca o fiz. Tenho momentos de raiva e em que me apetece mandar tudo à merda. À grande. Mas são momentos. Minutos. Que logo passam. Mas depois, sou a pessoa que se emociona com programas-idiotas-de-televisão-que-nunca-ensinaram-nada-a-ninguém. Que fica de coração desfeito quando vê um vídeo de uns animais a abandonarem um cãozinho no meio da estrada que fica angustiosamente desesperado (há pessoas que só são pessoas porque um dia se mascararam daquilo). E ainda que fica destroçada quando vê um rapaz a pedir no meio da rua a tremer de frio como nunca vi ninguém tremer, com um universo à sua volta assustadoramente indiferente (e reclamo com Deus por um euromilhões. Tenho desejos fúteis, intermináveis. Mas as necessidades assustam-me. Gostava de mudar o mundo. Todo não, que é muito. Mas o que me está à mão. Um dia. Um dia, mudo) . Devo ter um problema a mais, na cabeça, para juntar aos outros todos, não? A vida é estranha. Ou então. A estranha. Sou eu.

4 comentários:

  1. Mas depois tens uma força e uma coragem e um coração que, qualquer pessoa dita normal, não faz ideia que possa existir.

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    1. sabes que ter pessoas incríveis na minha vida tb me ajuda a ter mais força, mais coragem e um coração bonito :)

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  2. Concordo plenamente com a Maria :). Beijinhoooooos :*

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sussurros