sexta-feira, 5 de março de 2010

Sentou-se no chão, onde podia ser só e apenas ela. Olhou para o caminho que ficara para trás e apercebeu-se que se desorientou. Não se perdeu, nem deixou de seguir o caminho certo mas desorientou-se algumas vezes. Perdeu tempo com hesitações. Tropeçou. Caiu. Levantou-se. Mas terá sido sempre da melhor forma? Não terá perdido tempo durante as suas quedas? Demasiado tempo até se levantar de novo?

Sentada no chão pergunta-se ‘quando é que deixaste de sonhar?’ e pára. Pára e pensa. Ela não deixou de sonhar. Ela é feita de sonhos. Toda ela é feita de sonhos. Toda. Toda. Tantos. Tantos. ‘exacto! Então quando? Porque é que deixaste de acreditar que tudo é possível?’, ‘oh, eu não… deixei! Se calhar deixei. Oh merda cresci! Cresci e deixei isso pelo caminho! Posso voltar atrás?’, ‘Deixas-te os sonhos para trás? Se deixas-te eles ficam. Já não voltam.’, ‘não, trago-os comigo. Sempre. Sempre. Só não sei. Não sei acreditar como antes.’ ‘pega no saco!’ ‘qual?’, 'esse! Esse onde guardas-te e fechas-te os sonhos. Isso que é o teu coração. Abre-o e solta-os. Sem medo do que poderá ser dito. Deixa-os viver e respirar. Depois, acreditar é fácil. Tão fácil.'

‘Como quando passamos metade do nosso dia a pensar e a querer muito uma coisa e a outra metade a pensar que não podemos pensar, nem querer tão pouco. E quando acontecem determinadas situações que reforçam o que pensamos e passamos os dias entre ‘é tudo coincidência’ e ‘mas bolas, são coincidências a mais!’’ ‘Oh sim! Isso também é sonhar! Mas não feches esses pensamentos no tal saco. Não os prendas. Nem os negues. Solta-os, livres. Deixa-os viver e respirar. Assim, acreditas!’, ‘acredito :), e depois?’, ‘oh, lutas. Lutas sempre. Nem que seja só a acreditar.’ :)

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