Não acredito que a felicidade seja feita de momentos. Não acredito que algo tão essencial possa ser tão efémero, vulnerável e selectivo. Acredito sim que a real felicidade tem que ter grandes e fortes raízes. Tem que ser construída e edificada sob uma base sólida. Não acredito numa felicidade plena (essa sim cinge-se a momentos), mas acredito numa felicidade permanente. Na verdade, não há vidas perfeitas e todos temos problemas. Uns maiores, outros menores. Na verdade, todos somos frágeis. Não acredito em vidas sem problemas. Acredito que a felicidade se pode tratar de uma relação entre problemas e fragilidade. Ou entre força e superação. Pontos de vista. Lá está, depende tudo de pontos de vista. Acredito que existe uma força que permita a existência de uma felicidade permanente. Acreditando que a felicidade é feita de momentos, eu acredito que os bons superam sempre os maus. E sim, obvio, não é tão fácil assim. Somos nós que permitimos, ou não. É a nossa força. É tudo o que somos e trazemos por dentro que o permite. É sermos mais. Porque tudo o que é mau e negativo, é menos. Tem que ser menos do que somos nós. Não nos pode superar e muito menos apagar. E a nossa felicidade é o que somos. Maior ou menor, a nossa felicidade define quem somos. E acredito que todos queremos ser mais. E felizes. E plenos. Por isso temos que a agarrar, a felicidade. E correr. E lutar. E permanecer. Temos que aprender. A ser fortes, sempre. A superar, sempre. A acreditar, sempre. E a acreditar ainda mais quando parece não haver razões. Nesses segundos. Sim, porque esses momentos só podem levar segundos. E temos que crescer. E amadurecer e acreditar naquilo que somos, ou queremos ser. Traçar o caminho até onde queremos chegar. Temos que ser maduros, determinados. Ter um chão seguro. Temos que superar. Ser maiores e diferentes. Assim, um dia vamos descobrir que vamos de mãos dadas com a nossa felicidade permanente.
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