quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

motivação.


Motivação. Estão sem motivação e vêm-me dizer isso com essa lata, sabendo por tudo o que passo? Não têm motivação para estudar, porque sim. Não têm motivação para lutar pelo futuro com que sempre sonharam porque é arriscado demais. Deixar tudo para trás. Deixar a casinha dos papás. Ou a comidinha que fazem e até passam, só custa a engolir. Deixar o colinho de tanta gente e de tanta coisa que faz o vosso mundo. E faz medo deixar assim, coisas demais. E então deixam-se antes os sonhos. Pois, ‘tá claro! Porque é mais fácil ficar pela (falsa) segurança que o país nos dá, que é nenhuma, do que arriscar! Porque até é mais fácil ficar em casa a ver a vida passar, do que correr riscos. Está certo. E porque são tantos os medos, que vos falha a motivação. Óbvio, então. O facto de terem uma vida inteira pela frente. Uma vida inteira que podem viver em pleno, sem restrições. Sem ter à partida nada que vos prenda, não é motivação suficiente. Não chega. Pois. Ora, não me lixem. Nem me gozem! Às vezes parece que essa vida tão despreocupada e desregrada vos incapacitou e encurtou horizontes. Parece que vos faltou problemas para resolver, e não falo de equações matemáticas. E agora, qualquer indício de sofrimento vos aterroriza. Nem se permitem a senti-lo, mesmo que suspeitem, vir a ser, mais à frente, para vosso benefício. Não são capazes de investir no desconhecido, mesmo que seja apenas para o vosso próprio bem. Não vos falta motivação, falta-vos coragem. Não vos falta motivação, sobra-vos cobardia. A motivação, a vossa, está aí, em todos esses sonhos que eu sei que ainda têm. Portanto, não a dêem como desculpa. Não me gozem!


(e se algum de vocês ler isto, não me mate, que eu sei que também tenho a minha cota parte de culpa em tudo isto.)

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