segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

-‘às vezes acho que só posso ser infeliz…’
-‘HAMM?! Essa saiu-te de onde agora?’
-‘então não se está a falar de sonhos? Eu tenho tantos. E todos tão grandes… às vezes acho que vou ser infeliz porque sei que é mesmo difícil realiza-los. E a culpa é minha que os faço tão grandes, eu sei’
-‘então mas os sonhos são mesmo assim: tem que se lutar para realiza-los e ser feliz com isso… e ainda mais quando se consegue!!’

Eu sei que estou sempre a dizer que me tenho de deixar disto. Que a vida já me mostrou de mil maneiras diferentes que não nasci para sonhar. Que tenho é que meter os pés bem assentes na terra. Um discurso bem armado e sustentado e no qual eu acredito mesmo. Chego à prática, faço exactamente as avessas. Quando dou por mim, estou metida de cabeça ( e coração) num novo sonho. Mesmo que seja um dos mais triviais e do dia-a-dia, como imaginarmos a forma perfeita de dado momento, que já sabemos que vai mesmo acontecer, se poder vir a desenrolar. É bom sonhar, admito. E eu não consigo fugir disso, juro que tento! Melhor que sonhar só mesmo ter com quem sonhar. Ter quem nos acompanhe, que sonhe connosco. Este é um dos difíceis de realizar. Mas só os momentos em que não senti espaços para dúvidas, já foram tudo. Não sei como vai acabar (espero que bem melhor do que consigo imaginar!), mas sonhar assim já é tão tão bom. :)

(lembro-me dela dizer-me ‘és a menina mais sonhadora que conheço.’, na volta sempre teve razão.)

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