quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

princesas não se esquecem dos seus princepes.

Era dia 23, eu andava no stress das últimas compras. Não via ninguém. As únicas pessoas que vi, vieram atrás de mim chamar-me. Imagino as figuras de mal-educada que não terei feito. Ia a entrar numa loja e oiço ‘ana!’, não liguei. ‘oh Ana!’, ok, deve ser para mim… olhei e petrifiquei!! ‘lembras-te de mim??’ pronto, murro no estômago! Esquecer-me dele era esquecer-me do ano que mais me marcou. Mais me fez. Mais me mudou. Logo ele que era dos essenciais. Falámos. Falámos. ’não sabia de ti há tanto tempo!’ ‘desde o dias matriculas...’ (lembrei-me depois de ele ainda ter estado num dos nossos jantares.) falámos. Mas eu não lhe dei o abraço ‘habitual’. Foi estranho. No final de contas, já somos crescidos.

(e isto não me sai da cabeça. Para o ‘lembras-te de mim?’ as resposta era ‘não é suposto as princesas se esquecerem dos seus princepes!!’ foi logo a resposta que me veio à cabeço. Tenho saudades daquele mundo nosso. Que criamos e que viviamos tao intensamente. Saudades das minhas porcas e dos meus homens todos. De ser a menina mimada pela aquela gente toda. Do colinho daquela gente toda. De ser a batatinha, a manelita, a fiLinha, a krabinha, a bezuca, a princesa… a ninhas. Tenho saudades e magoa-me ver que as coisas se vao perdendo. Tenho saudades. Lembro-me mesmo muitas vezes, de tudo. De todos. Não me esqueço. Nunca me vou esquecer.)

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