quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Tenho tanto medo. De não ser ninguém. Um dia. Nunca. 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

24 de Outubro de 2003. Pior dia. Parece que passou um século. Parece que foi ontem. Todos os dias. Fazes-me tanta falta. Pai.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Estou tão cansada. Estou tão farta. É horrível. É horrível quando sinto e sei que nunca posso ser eu mesma porque, o que eu sou, não se adequa à –minha- realidade. É horrível quando sei que não tenho valor nenhum, ou que, o pouco que tenho é anulado, ou, ceifado pela minha condição física –quando eu sei que tenho tanta coisa cá dentro que podia ser tão bom… Estou tão farta que só me apetece que o mundo exploda. E me vire do avesso. Oh Deus!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O que não te faz bem, não te faz falta. Não deve. Nem pode.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Das odisseias.

Ontem fui renovar o cartão de cidadão. É natural, ok. Mas para mim, muito do que é natural transforma-se facilmente numa odisseia. O meu corpo é muito mais teimoso que a dona, portanto, nunca sei se a parte de assinar vai estar despachada em meio minuto ou em três horas… já me aconteceu também não conseguir assinar de todo e, apesar de saber que foi numa situação muito complicada e de até estar lesionada e a morrer de dores, esta memória assombra-me sempre um, bom, bocadinho. Para ajudar decidi que era divertido ter uma insónia, o que para quem nunca tem insónias, é sempre bom. Mas lá fui, sem estar minimamente nervosa – a anestesia de uma noite não dormida afinal, deve ter ajudado nisto. Pelo caminho só me vinha à cabeça uma memória que não devia visitar há um século. O dia em que fui tirar o bilhete de identidade. Já não faço ideia como a coisa funcionava mas, lembro-me que de todos os meus colegas fui das últimas a tirar. Sabia que era importante e, segundo o que eles diziam, uma excitação. Ainda por cima, fui com os meus pais para Lisboa, num dia de escola, portanto, devia mesmo ser uma grande coisa. A minha mãe veio com três cartõezinhos para eu escrever o meu nome (todo. A burocracia deste país sempre a ajudar e a facilitar-me a vida...) nos três para depois escolherem o melhorzinho. A minha mãe foi preencher papeladas e o meu pai ficou a ajudar-me. Lembro-me dele tão feliz e tão nervoso para que tudo corresse bem e eu não ‘sofresse’ muito. Uma memória tão tão querida e amorosa. Na altura, obviamente, não pensei em nada disto mas, lembro-me bem de sentir um quentinho bom na barriga só de o ter ali. Não me lembrava disto há mais de uma eternidade. Ontem, no caminho, quando me lembrei, percebi. Nada se compara com o facto de já não o ter cá. Com a falta que me faz, todos os dias. Todos os problemas que me arranjam. Todas as calúnias. Todas as vezes que não me valorizam. Todas as vezes que me subestimam. Desrespeitam. Tudo passa. São meras ventanias. Podem até fazer estragos, mas passam. O que eu sou, não. O que os importantes fizeram de mim, o valor que um dia me deram, é o que deve ser inabalável. Ao que devo manter-me fiel. E a eles. Sempre.

Ah, e correu tudo bem. Não foi bem meio minuto… mas correu bem.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A felicidade.


Acreditamos todos que a felicidade plena, quando chega, deve ser estrondosa, virar do avesso, e tirar os pés do chão. Nunca nos lembramos, fazemos até por esquecer, que dos estrondos resultam, praticamente sempre, estilhaços, que podem ser grandes e traumatizantes; como pequenos, aguçados e cortantes. Todos magoam, quando certeiros. Quase sempre magoam muito e fundo, e deixam marca. Nunca consideramos que a felicidade pode ser calma e alcançável. Basta fazer por ser feliz em cada momento. Fazer cada momento feliz. Ser feliz. Parece balela, mas acredito mesmo que não. Que não seja. Por vezes – muitas vezes – tudo o que é mau hoje é essencial para se ser feliz amanhã. Ainda mais feliz. Ou seja, o que é mau hoje, é mau só hoje. Amanhã já nos vai fazer bem. –portanto, no fundo, nunca foi mau – No fundo a felicidade é simples e mora muitas vezes ali, aqui, ao lado. Às vezes o complicado é aprender a dizer-lhe ‘olá’ e a recebê-la. E se fosse plena, o que daria piada aos dias? Que não se vá embora! Que seja enorme! Mas nuca plena. A felicidade.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Não acredito que as pessoas mudem.


Não acredito que as pessoas mudem. Que consigam mudar assim, da água para o vinho, como que num passe de mágica. As pessoas são o que são. E nunca irão afastar-se radicalmente disso. As pessoas não mudam. Podem é aprender. Mas aprender é complicado. Exige disponibilidade; vontade, de preferência uma vontade enorme e que se sobreponha a tudo; e, o mais difícil de tudo, a quebra do orgulho. Pode ser um passo praticamente impossível, uma tarefa impossível, admitir que estamos errados. Por vezes admitir que até chegarmos ali, andámos uma vida inteira errados. Dói, e é muitas vezes mais fácil e leve a negação do fato, da realidade que às vezes mesmo sem ter sido procurada, nos é apresentada – nos cai de para-quedas no caminho -. Mas acredito que depois do choque e de se admitir, o natural é querer mudar. Querer aprender, com alto nível de urgência, como mudar. Ninguém quer ser mau. Ou má pessoa. Ninguém quer ser feio. Acho que isso pode ser até o mais assustador. Ninguém quer ser feio. E quando se aprende que podemos sempre ser melhor, é bom. Acho que se torna um vício. Andarmos sempre atentos. Controlar os impulsos menos bons, que nos fazem menos bonitos. Menos bons. Quase como um jogo em que se joga contra alguém de quem já se conhecem os maiores truques. Não acredito que as pessoas mudem. Ainda mais para pior. Quando parece que está a acontecer é porque estão a revelar o que no fundo sempre foram, mas que sempre se empenharam em disfarçar. E é frustrante descobrir que se é facilmente iludido. Mas é ainda mais triste conhecer pessoas que não aprendem.

terça-feira, 8 de julho de 2014


‘És mesmo uma heroína!’ … pois, não é que se calhar sou mesmo? Sou só uma heroína um bocado desfalcada. Nem devia estar a expor, assim, as minhas fragilidades. E, a verdade é que nem tudo é mau. As cuecas de licra e uns bons collants, uma pessoa até desenrasca e arranja facilmente. Agora, a falta de uma capa daquelas, todas elegantes e imponentes e de uns incríveis superpoderes é que torna as coisas mil vezes mais complicadas...

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Deus cabe nos nossos sonhos.


Deus deu-nos a capacidade e o dom de imaginar, para sermos aptos para criar, arquitetar e construir os nossos sonhos. Depois é só entregarmos cada sonho nas mãos de Deus. Confiar e não duvidar. Ele encarrega-se de lhes dar vida. Torna-os realidade. Torna-os sólidos. E entrega-nos, cada um, no tempo certo. No tempo Dele. Transforma-os para que cada sonho tenha a medida certa, para nós. Mas a medida Dele. Porque a medida de Deus, será sempre melhor e maior que a nossa. Porque a realidade de Deus, a que Ele tem guardada para nos oferecer, será sempre tremendamente maior do que consigamos imaginar. Quando confiamos e não duvidamos, Deus transforma a Sua realidade, na NOSSA. - Provérbios 16:3 "Peça a Deus que abençoe os seus planos e eles darão certo"

Sonhos são oportunidades da realização de milagres. São o esboço de milagres. Sonhos tornam-se reais. E milagres ACONTECEM.

sábado, 7 de junho de 2014

Desabafo número… pfff, sem número!


Posso não ser a melhor pessoa do mundo e estar a léguas de distância disso, mas também não sou a pior e acredito estar, também, muito longe de o ser. Mas eu não mereço nem metade das coisas que me fazem passar. A serio que acredito nisso. Não mereço. #àsvezescansa #sóàsvezes #forçavemnãoseideonde #sóDeus

sexta-feira, 16 de maio de 2014

É tao ridículo como me consigo estatelar ao comprido sozinha, sem precisar de qualquer ajuda. Isto fisicamente, óbvio, mas também e principalmente, metafórica e poeticamente.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Do nada.


Às vezes comento que acho que as pessoas com deficiência não deviam ter direito à vida. Fica tudo revoltadíssimo e a dizer que eu sou injusta e que devia dar mais valor àquilo que tenho. Eu dou. E muito. E muito provavelmente, dou mil vezes mais valor à vida do que essas pessoas que adoram encher o peito feitas pombos. Mas isso não muda a realidade. Muito menos o mundo. E o mundo não muda porque as pessoas não mudam. E o mundo não passa de uma gaiola. O mundo foi feito para quem é normal. A sociedade só respeita quem é normal. Quem é normal. Nunca percebi muito bem se o significado deste ‘quem é normal’ tem o mínimo sentido, mas é isso. Nem o mundo nem a sociedade fazem o mínimo esforço ou cedência para se adaptar ao que é diferente. Quem é diferente é que tem que se integrar. Integrar, acho um piadão a esse termo. Se pensarmos, para alguém se integrar, tem que haver um outro que aceite e se adapte. Mas se o mundo e a sociedade não se adaptam… pois. E as pessoas não mudam. Até aquelas que te amam, gostam de ti, simpatizam contigo. E aquelas que te prometem, tipo papagaio, ‘vou estar sempre aqui’. (as minhas preferidas. Estão sempre. Mas sempre mesmo. Menos quando é preciso, ups. Mas vá, é isso, também precisam de férias. Nessas alturas, tiram férias. Lógico.). Quantas vezes não são estas pessoas as mais injustas. Não percebem, e por isso nem respeitam. Muitas vezes são cruéis. Muito. E eu juro que não quero criticar ninguém. É verdade. E faz sentido. Vivem neste mundo e foram criadas para estarem integradas nesta sociedade. Nada mais normal. Quem foge do padrão é que é nada. Pode ter infinitas qualidades e habilidades, mas aqui, não passa de nada. E este nada dói e pesa. Às vezes é insuportável. E eu às vezes pergunto-me: e quem não acredita em Deus? E quem não se sustenta em Deus? E quem não se alimenta em Deus?... aguenta como? É que há, muitos, dias em que eu só quero que Deus me salve. E só não sou menos que nada, literalmente, porque confio plenamente Nele.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

De quem sempre fica.



A saudade ama. O amor cuida. O cuidado fica. Quem fica não lembra o passado nem promete o futuro. Promete e cumpre. Agora. Na hora. Quem fica, nunca vai, pode é ter que ficar longe. Vai sem ir. Passa a viver da saudade. Desde o primeiro instante. Quando se vai, mas se fica, vive-se a saudade. O amor. O cuidado. É ainda mais saudade. Mais amor. Mais cuidado. É, incontornavelmente, mais. Nunca menos. E mais verdade, obrigatoriamente, mais.

sexta-feira, 4 de abril de 2014


Há dias em que não sei se serei a pessoa mais horrenda que existe, ou se sou simplesmente, incrivelmente sincera. Sem filtro. O que não deixa de ser estupidamente mau.

terça-feira, 1 de abril de 2014

nota mental.


Nunca te arrependas de fazer por alguém, o que esse alguém nunca faria por ti. (só não é preciso atingir níveis elevados de estupidez.)

domingo, 30 de março de 2014


Há pessoas que são capazes de nos tocar, de nos mudar, profundamente. Talvez não mudem os nossos princípios, e se estes forem fortemente corretos, ainda bem. Mas, essas pessoas têm a capacidade de alterar as nossas convicções. De nos reinventar, de alguma forma. Fazem nos mais ricos e interessantes. Mais abrangentemente, capazes.

sexta-feira, 28 de março de 2014

das más conquistas.


Nem todas as conquistas são boas. Há conquistas que, além de não completarem, como era suposto, desfalcam. Deixam espaços vazios, que esperavam ser inundados de um cheio sem fim. Mas não são. Há conquistas nas quais quase púnhamos a vida. Não pomos. Porque ninguém é assim tao louco. Não pomos a vida mas, a alma e o coração sim, estão lá. Sempre e por inteiro. Porque, se é para ir, é inteiro que se vai. E depois. Depois nada é o que era suposto. O que devia ser. E depois, o nada é pouco. Ou quase nada. E deixa-nos ali à procura de nos lembrarmos do que era tão grande. Deveria ser. E não é. A única realidade real, é a nossa. Qualquer outra que nos seja apresentada pode ser duvidosa, e deve ser questionada. Nunca nos conformamos com o fato de que todo o quadro pode ser incrivelmente perfeito e maravilhoso. Por inteiro. Mas todo o quadro tem pormenores. Nem todos perfeitos. Muitos imperfeitos. E pode chegar o dia em que essas imperfeições façam o valor do quadro. E se, conseguimos amar para sempre o quadro inteiro. Tudo com que nos ilude. Tudo o que nos mostra e representa. Há situações em que cada imperfeição mede mais que o mundo. E descobrimos que não conseguimos viver com elas. Por mais que o quadro seja amor. Não estamos prontos. Não vamos ficar. Nem queremos vir a estar. Há conquistas para as quais partimos inteiros, mas das quais é importante sairmos também inteiros. Nem todas as conquistas são boas. E vai ser sempre duro chegar a essa conclusão. (mesmo sabendo que nunca nenhuma luta será em vão. Será sempre o processo de luta que nos revela. E constrói.)

segunda-feira, 24 de março de 2014


Há dias em que a vida nos dói.

(e é nesses dias que me apetece pedir ao tio para me fazer uma caipirinha. Tipo, em jarro.)

terça-feira, 18 de março de 2014

Sacrifício incondicional.


Quando se quer gostar de alguém, de forma incondicional e para sempre, o melhor, o necessário, é não se estreitar a ligação. Nem se tentar conhecer a fundo essa pessoa. Porque, nesse caso, a única coisa que se pode ter como certa é a desilusão. Que complica e impossibilita tudo. Se é possível gostar, amar, incondicionalmente, quem conhecemos tao profundamente? Claro. Mas isso é uma decisão que tomamos. Uma decisão que terá sempre por base o sacrifício. Que exige sacrifício. E esse sacrifício que escolhemos fazer, pode vir a ser, o maior ato de injustiça cometida, contra nós próprios. Como pode vir a ser também, a maior prova de amor ou a oportunidade mais recompensadora que a vida nos virá a dar. É só preciso muito discernimento na hora de arriscar. De aceitar. Ou não. De acolher. Ou não. Para sempre. Ser incondicional.

quinta-feira, 13 de março de 2014


‘Só quem está no centro da tempestade, é que sabe e sente, toda a força do vento.’

Gosto de boas conversas. De conversar com quem tem tanto para me ensinar. Gosto que conversas felizes acabem com abraços ainda mais felizes.

segunda-feira, 10 de março de 2014


A felicidade é a soma de escolhas com decisões certas.

sexta-feira, 7 de março de 2014

da minha cabeça.


Lembrei-me que todas as pessoas que um dia considerei ‘melhores amigas’ me deixaram de falar, de um dia para o outro, sem nenhuma razão aparente. Sem se justificarem. Sem mo explicarem. Sem que eu ao menos encontre uma razão minimamente valida, para tal. Não foram uma, nem duas. É que só associei agora.

A questão é: procuro já um psiquiatra? Ou a resposta é simples: sou mesmo má pessoa. (e ainda sou pior pessoa por gostar mesmo da pessoa que sou.)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

lançados aos bichos.


Pus no facebook mas, nunca se sabe. Aqui sempre fica mais resguardado…

Quanto mais mal-educadas, autoritárias e irónicas as pessoas conseguem ser, maior é a minha vontade de exercitar as boas maneiras e a boa educação que os meus paizinhos me ensinaram. E bem. Só para chatear e não descer a níveis inferiores e tão baixos. Tudo tem explicação, se calhar a obsessão por doenças psiquiátricas começa a ficar esclarecida.

E gosto ainda mais que estas figurinhas deploráveis sejam feitas perante pessoas que lhes devem respeito, a nível profissional. E já que me estou a referir a uma pessoa, supostamente, bastante reconhecida e conceituada na sua área... por isso é que este país está como está.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014


Quando o coração acusa mas a consciência não pesa.

Que se lixe o coração! Que se faça o que tem que ser!!

domingo, 19 de janeiro de 2014

lealdade.


Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

Uma grande verdade, para uma cabeça cheia de perguntas. Às vezes queremos ser tão leais para com quem nos rodeia, que nos atormenta, sentirmos tantas vezes, que não o conseguimos ser sempre, plenamente. Ficamos tão preocupados que nem nos passa pela cabeça o óbvio. A nossa lealdade para com alguém, nunca será plena, se não respeitar a nossa lealdade própria. Se a transgredir. Antes de ser fiel ao que quer que seja, há que ser fiel ao que somos. A quem somos. E nem sempre queremos ser amigos de quem mais gosta de nós. E sinceramente, nem sempre devemos. Muitas vezes, quem mais gosta de nós, não é quem mais nos respeita. E manter um laço, ou uma lealdade, na base do gostar e do sentir, pode ser, tremendamente, destruidor. – sei bem do que falo-. Outras vezes, quem mais gosta de nós, tem princípios opostos aos nossos. E – deixemo-nos de tretas – se, são opostos aos nossos, são maus. Pelo menos para nós. São maus para nós. E conviver, ter intimidade com (quem tem) princípios e valores opostos aos nossos, é dar intimidade a algo que sabemos que, tarde ou cedo, nos vai prejudicar. Fazer mal.

Eu voto num referendo em que seja proibido tomar qualquer decisão, tendo por base, qualquer parecer ou opinião do coração. (já que estamos numa de referendos, proponho um menos idiota.)

Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus.

Não sei se será a definição mais universal. Mas é das mais bonitas. E faz sentido.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

nem me safo mal...


Eram dois velhinhos. felizes. Viveram sempre com o filho. Um bom filho, que sempre os adorou. Depois com a nora, que sempre gostou deles e que sempre trataram como filha. Até que vieram os netos. Primeiro o menino. O mais lindo de todos. Depois a princesa, com quem sempre sonharam. Eram muito felizes. O espaço é que não ajudava. Cada vez menor, parecia. Decidiram, os velhinhos, ir para um lar. Onde não incomodassem. Fossem bem tratados. Felizes, juntos. Era o mais importante. E perto de casa. E dos que tanto amavam.

A D. Henriqueta era diabética desde nova. Tinha uma saúde frágil. Mas o Sr. José tratava tao bem dela. Todos os dias. Ele era forte. E muito simpático, carinhoso. Arranjaram os dois novos amigos. Estavam bem. Mas um dia o Sr. José demorou a acordar. Demorou. Demorou. E não acordou. Não acordou mais.

A D. Henriqueta, agora sem ele, tentava não se sentir sozinha, mas o filho há muito que não vinha e os amigos, ela não percebia como, mas já não tinham aquela graça, como antes. Passava os dias na cama. Quentinha. Era como se só ‘aquele quentinho’ soubesse e fosse capaz de lhe fazer companhia.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

certo e errado.


O certo e o errado têm um abismo entre eles. Mas esse abismo é marcado por uma linha tão discreta que, às vezes tenho um medo enorme de me estar a atirar de cabeça, sem ter a mínima perceção.

sábado, 4 de janeiro de 2014

de 2013 para 2014


‘Quem soma, fica. Quem diminui, sai. Sem dó.’

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

olá, 2014!


Se fosse falar de tudo o que 2013 me trouxe e ensinou, passava aqui horas. Mas, das coisas mais importantes que aprendi foi, como julgamos e olhamos para a felicidade de forma errada. Vemos a felicidade, sempre, como um todo. E não nos apercebemos do quanto isso faz tudo parecer tão impossível. Nunca seremos felizes enquanto não soubermos valorizar e ser felizes com as pequenas coisas. E o truque é ir apreciando pequena coisa atrás de pequena coisa. Sem perder nenhuma. E o puzzle, da felicidade, vai-se compondo. E compondo-nos, também. Não acredito em puzzles completos, e ainda bem. O truque é ir deixando para depois as pecinhas mais pequenas e desafiantes. Para nos sentirmos cada vez mais inteiros. E para que o dia que vem a seguir seja mais aliciante e valha sempre a pena. Para que haja sempre algo por que lutar. Porque se não matarmos, pelo menos, um leão por dia, tudo perde a graça e o sentido. O que desejo para o vosso 2014 é que cada puzzle se vá compondo. Que apenas vos vão faltando as peças mais pequenas. As mais bonitas e raras e que, por isso, farão toda a diferença no que cada um é, e ainda quer ser. Que 2014 seja mais realizado. Mais, e muito, feliz. – a base de qualquer puzzle, de qualquer vida, terá sempre que ser Deus. Sem ele, nem vale a pena! -