Tenho tanto medo. De não ser ninguém. Um dia. Nunca.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Estou tão cansada. Estou tão
farta. É horrível. É horrível quando sinto e sei que nunca posso ser eu mesma
porque, o que eu sou, não se adequa à –minha- realidade. É horrível quando sei
que não tenho valor nenhum, ou que, o pouco que tenho é anulado, ou, ceifado
pela minha condição física –quando eu sei que tenho tanta coisa cá dentro que
podia ser tão bom… Estou tão farta que só me apetece que o mundo exploda. E me
vire do avesso. Oh Deus!
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Das odisseias.
Ontem fui renovar o cartão de cidadão.
É natural, ok. Mas para mim, muito do que é natural transforma-se facilmente
numa odisseia. O meu corpo é muito mais teimoso que a dona, portanto, nunca sei
se a parte de assinar vai estar despachada em meio minuto ou em três horas… já me
aconteceu também não conseguir assinar de todo e, apesar de saber que foi numa situação
muito complicada e de até estar lesionada e a morrer de dores, esta memória assombra-me
sempre um, bom, bocadinho. Para ajudar decidi que era divertido ter uma insónia,
o que para quem nunca tem insónias,
é sempre bom. Mas lá fui, sem estar minimamente nervosa – a anestesia de uma
noite não dormida afinal, deve ter ajudado nisto. Pelo caminho só me vinha à
cabeça uma memória que não devia visitar há um século. O dia em que fui tirar o
bilhete de identidade. Já não faço ideia como a coisa funcionava mas, lembro-me
que de todos os meus colegas fui das últimas a tirar. Sabia que era importante
e, segundo o que eles diziam, uma excitação. Ainda por cima, fui com os meus
pais para Lisboa, num dia de escola, portanto, devia mesmo ser uma grande coisa.
A minha mãe veio com três cartõezinhos para eu escrever o meu nome (todo. A burocracia
deste país sempre a ajudar e a facilitar-me a vida...) nos três para depois
escolherem o melhorzinho. A minha mãe foi preencher papeladas e o meu pai ficou
a ajudar-me. Lembro-me dele tão feliz e tão nervoso para que tudo corresse bem
e eu não ‘sofresse’ muito. Uma memória tão tão querida e amorosa. Na altura, obviamente,
não pensei em nada disto mas, lembro-me bem de sentir um quentinho bom na
barriga só de o ter ali. Não me lembrava disto há mais de uma eternidade. Ontem,
no caminho, quando me lembrei, percebi. Nada se compara com o facto de já não o
ter cá. Com a falta que me faz, todos os dias. Todos os problemas que me
arranjam. Todas as calúnias. Todas as vezes que não me valorizam. Todas as
vezes que me subestimam. Desrespeitam. Tudo passa. São meras ventanias. Podem até
fazer estragos, mas passam. O que eu sou, não. O que os importantes fizeram de
mim, o valor que um dia me deram, é o que deve ser inabalável. Ao que devo
manter-me fiel. E a eles. Sempre.
Ah, e correu tudo bem. Não foi bem
meio minuto… mas correu bem.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
A felicidade.
Acreditamos todos que a felicidade plena, quando chega,
deve ser estrondosa, virar do avesso, e tirar os pés do chão. Nunca nos
lembramos, fazemos até por esquecer, que dos estrondos resultam, praticamente
sempre, estilhaços, que podem ser grandes e traumatizantes; como pequenos,
aguçados e cortantes. Todos magoam, quando certeiros. Quase sempre magoam muito
e fundo, e deixam marca. Nunca consideramos que a felicidade pode ser calma e alcançável.
Basta fazer por ser feliz em cada momento. Fazer cada momento feliz. Ser feliz.
Parece balela, mas acredito mesmo que não. Que não seja. Por vezes – muitas vezes
– tudo o que é mau hoje é essencial para se ser feliz amanhã. Ainda mais feliz.
Ou seja, o que é mau hoje, é mau só hoje. Amanhã já nos vai fazer bem. –portanto,
no fundo, nunca foi mau – No fundo a felicidade é simples e mora muitas vezes
ali, aqui, ao lado. Às vezes o complicado é aprender a dizer-lhe ‘olá’ e a
recebê-la. E se fosse plena, o que daria piada aos dias? Que não se vá embora! Que
seja enorme! Mas nuca plena. A felicidade.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Não acredito que as pessoas mudem.
Não acredito que as pessoas mudem.
Que consigam mudar assim, da água para o vinho, como que num passe de mágica. As
pessoas são o que são. E nunca irão afastar-se radicalmente disso. As pessoas não
mudam. Podem é aprender. Mas aprender é complicado. Exige disponibilidade;
vontade, de preferência uma vontade enorme e que se sobreponha a tudo; e, o
mais difícil de tudo, a quebra do orgulho. Pode ser um passo praticamente impossível,
uma tarefa impossível, admitir que estamos errados. Por vezes admitir que até
chegarmos ali, andámos uma vida inteira errados. Dói, e é muitas vezes mais fácil
e leve a negação do fato, da realidade que às vezes mesmo sem ter sido procurada,
nos é apresentada – nos cai de para-quedas no caminho -. Mas acredito que
depois do choque e de se admitir, o natural é querer mudar. Querer aprender,
com alto nível de urgência, como mudar. Ninguém quer ser mau. Ou má pessoa. Ninguém
quer ser feio. Acho que isso pode ser até o mais assustador. Ninguém quer ser
feio. E quando se aprende que podemos sempre ser melhor, é bom. Acho que se
torna um vício. Andarmos sempre atentos. Controlar os impulsos menos bons, que
nos fazem menos bonitos. Menos bons. Quase como um jogo em que se joga contra alguém
de quem já se conhecem os maiores truques. Não acredito que as pessoas mudem. Ainda
mais para pior. Quando parece que está a acontecer é porque estão a revelar o
que no fundo sempre foram, mas que sempre se empenharam em disfarçar. E é frustrante
descobrir que se é facilmente iludido. Mas é ainda mais triste conhecer pessoas
que não aprendem.
terça-feira, 8 de julho de 2014
‘És mesmo uma heroína!’ ♡ … pois, não é que
se calhar sou mesmo? Sou só uma heroína um bocado desfalcada. Nem devia estar a
expor, assim, as minhas fragilidades. E, a verdade é que nem tudo é mau. As cuecas
de licra e uns bons collants, uma pessoa até desenrasca e arranja facilmente. Agora,
a falta de uma capa daquelas, todas elegantes e imponentes e de uns incríveis superpoderes
é que torna as coisas mil vezes mais complicadas...
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Deus cabe nos nossos sonhos.
Deus deu-nos a capacidade e o dom
de imaginar, para sermos aptos para criar, arquitetar e construir os nossos
sonhos. Depois é só entregarmos cada sonho nas mãos de Deus. Confiar e não
duvidar. Ele encarrega-se de lhes dar vida. Torna-os realidade. Torna-os
sólidos. E entrega-nos, cada um, no tempo certo. No tempo Dele. Transforma-os
para que cada sonho tenha a medida certa, para nós. Mas a medida Dele. Porque a
medida de Deus, será sempre melhor e maior que a nossa. Porque a realidade de
Deus, a que Ele tem guardada para nos oferecer, será sempre tremendamente maior
do que consigamos imaginar. Quando confiamos e não duvidamos, Deus transforma a
Sua realidade, na NOSSA. - Provérbios 16:3 "Peça a Deus que abençoe os seus
planos e eles darão certo"
Sonhos são oportunidades da realização de
milagres. São o esboço de milagres. Sonhos tornam-se reais. E milagres ACONTECEM.
sábado, 7 de junho de 2014
Desabafo número… pfff, sem número!
Posso não ser a melhor pessoa do
mundo e estar a léguas de distância disso, mas também não sou a pior e acredito
estar, também, muito longe de o ser. Mas eu não mereço nem metade das coisas
que me fazem passar. A serio que acredito nisso. Não mereço. #àsvezescansa #sóàsvezes
#forçavemnãoseideonde #sóDeus
sexta-feira, 16 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Do nada.
Às vezes comento que acho que as
pessoas com deficiência não deviam ter direito à vida. Fica tudo revoltadíssimo
e a dizer que eu sou injusta e que devia dar mais valor àquilo que tenho. Eu dou.
E muito. E muito provavelmente, dou mil vezes mais valor à vida do que essas pessoas
que adoram encher o peito feitas pombos. Mas isso não muda a realidade. Muito menos
o mundo. E o mundo não muda porque as pessoas não mudam. E o mundo não passa de
uma gaiola. O mundo foi feito para quem é normal. A sociedade só respeita quem
é normal. Quem é normal. Nunca percebi muito bem se o significado deste ‘quem é
normal’ tem o mínimo sentido, mas é isso. Nem o mundo nem a sociedade fazem o mínimo
esforço ou cedência para se adaptar ao que é diferente. Quem é diferente é que
tem que se integrar. Integrar, acho um piadão a esse termo. Se pensarmos, para alguém
se integrar, tem que haver um outro que aceite e se adapte. Mas se o mundo e a
sociedade não se adaptam… pois. E as pessoas não mudam. Até aquelas que te
amam, gostam de ti, simpatizam contigo. E aquelas que te prometem, tipo
papagaio, ‘vou estar sempre aqui’. (as minhas preferidas. Estão sempre. Mas sempre
mesmo. Menos quando é preciso, ups. Mas vá, é isso, também precisam de férias. Nessas
alturas, tiram férias. Lógico.). Quantas vezes não são estas pessoas as mais
injustas. Não percebem, e por isso nem respeitam. Muitas vezes são cruéis. Muito.
E eu juro que não quero criticar ninguém. É verdade. E faz sentido. Vivem neste
mundo e foram criadas para estarem integradas nesta sociedade. Nada mais
normal. Quem foge do padrão é que é nada.
Pode ter infinitas qualidades e habilidades, mas aqui, não passa de nada. E este nada dói e pesa. Às vezes
é insuportável. E eu às vezes pergunto-me: e quem não acredita em Deus? E quem não
se sustenta em Deus? E quem não se alimenta em Deus?... aguenta como? É que há,
muitos, dias em que eu só quero que Deus me salve. E só não sou menos que nada,
literalmente, porque confio plenamente Nele.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
De quem sempre fica.
A saudade ama. O amor cuida. O cuidado
fica. Quem fica não lembra o passado nem promete o futuro. Promete e cumpre. Agora.
Na hora. Quem fica, nunca vai, pode é ter que ficar longe. Vai sem ir. Passa a
viver da saudade. Desde o primeiro instante. Quando se vai, mas se fica,
vive-se a saudade. O amor. O cuidado. É ainda mais saudade. Mais amor. Mais cuidado.
É, incontornavelmente, mais. Nunca menos. E mais verdade, obrigatoriamente,
mais.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
nota mental.
Nunca te arrependas de fazer por alguém, o que esse alguém nunca
faria por ti. (só não é preciso atingir níveis elevados de estupidez.)
domingo, 30 de março de 2014
Há pessoas que são capazes de nos
tocar, de nos mudar, profundamente. Talvez não mudem os nossos princípios, e se
estes forem fortemente corretos, ainda bem. Mas, essas pessoas têm a capacidade
de alterar as nossas convicções. De nos reinventar, de alguma forma. Fazem nos
mais ricos e interessantes. Mais abrangentemente, capazes.
sexta-feira, 28 de março de 2014
das más conquistas.
Nem todas as conquistas são boas.
Há conquistas que, além de não completarem, como era suposto, desfalcam. Deixam
espaços vazios, que esperavam ser inundados de um cheio sem fim. Mas não são. Há
conquistas nas quais quase púnhamos a vida. Não pomos. Porque ninguém é assim
tao louco. Não pomos a vida mas, a alma e o coração sim, estão lá. Sempre e por
inteiro. Porque, se é para ir, é inteiro que se vai. E depois. Depois nada é o
que era suposto. O que devia ser. E depois, o nada é pouco. Ou quase nada. E deixa-nos
ali à procura de nos lembrarmos do que era tão grande. Deveria ser. E não é. A única
realidade real, é a nossa. Qualquer outra que nos seja apresentada pode ser
duvidosa, e deve ser questionada. Nunca nos conformamos com o fato de que todo
o quadro pode ser incrivelmente perfeito e maravilhoso. Por inteiro. Mas todo o
quadro tem pormenores. Nem todos perfeitos. Muitos imperfeitos. E pode chegar o
dia em que essas imperfeições façam o valor do quadro. E se, conseguimos amar
para sempre o quadro inteiro. Tudo com que nos ilude. Tudo o que nos mostra e
representa. Há situações em que cada imperfeição mede mais que o mundo. E descobrimos
que não conseguimos viver com elas. Por mais que o quadro seja amor. Não estamos
prontos. Não vamos ficar. Nem queremos vir a estar. Há conquistas para as quais
partimos inteiros, mas das quais é importante sairmos também inteiros. Nem todas
as conquistas são boas. E vai ser sempre duro chegar a essa conclusão. (mesmo
sabendo que nunca nenhuma luta será em vão. Será sempre o processo de luta que
nos revela. E constrói.)
segunda-feira, 24 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
Sacrifício incondicional.
Quando se quer gostar de alguém,
de forma incondicional e para sempre, o melhor, o necessário, é não se
estreitar a ligação. Nem se tentar conhecer a fundo essa pessoa. Porque, nesse
caso, a única coisa que se pode ter como certa é a desilusão. Que complica e impossibilita
tudo. Se é possível gostar, amar, incondicionalmente, quem conhecemos tao
profundamente? Claro. Mas isso é uma decisão que tomamos. Uma decisão que terá
sempre por base o sacrifício. Que exige
sacrifício. E esse sacrifício que escolhemos
fazer, pode vir a ser, o maior ato de injustiça cometida, contra nós próprios. Como
pode vir a ser também, a maior prova de amor ou a oportunidade mais recompensadora
que a vida nos virá a dar. É só preciso muito discernimento na hora de
arriscar. De aceitar. Ou não. De acolher. Ou não. Para sempre. Ser incondicional.
quinta-feira, 13 de março de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
da minha cabeça.
Lembrei-me que todas as pessoas
que um dia considerei ‘melhores amigas’ me deixaram de falar, de um dia para o outro,
sem nenhuma razão aparente. Sem se justificarem. Sem mo explicarem. Sem que eu
ao menos encontre uma razão minimamente valida, para tal. Não foram uma, nem
duas. É que só associei agora.
A questão é: procuro já um
psiquiatra? Ou a resposta é simples: sou mesmo má pessoa. (e ainda sou pior
pessoa por gostar mesmo da pessoa que sou.)
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
lançados aos bichos.
Pus no facebook mas, nunca se sabe. Aqui
sempre fica mais resguardado…
Quanto
mais mal-educadas, autoritárias e irónicas as pessoas conseguem ser, maior é a
minha vontade de exercitar as boas maneiras e a boa educação que os meus
paizinhos me ensinaram. E bem. Só para chatear e não descer a níveis inferiores
e tão baixos. Tudo tem explicação, se calhar a obsessão por doenças
psiquiátricas começa a ficar esclarecida.
E gosto
ainda mais que estas figurinhas deploráveis sejam feitas perante pessoas que
lhes devem respeito, a nível profissional. E já que me estou a referir a uma
pessoa, supostamente, bastante reconhecida e conceituada na sua área... por
isso é que este país está como está.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
lealdade.
Os amigos são, por
definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais
geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante
de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser.
Miguel Esteves Cardoso,
in 'Os Meus Problemas'
Uma grande verdade, para uma
cabeça cheia de perguntas. Às vezes queremos ser tão leais para com quem nos
rodeia, que nos atormenta, sentirmos tantas vezes, que não o conseguimos ser
sempre, plenamente. Ficamos tão preocupados que nem nos passa pela cabeça o óbvio.
A nossa lealdade para com alguém, nunca será plena, se não respeitar a nossa
lealdade própria. Se a transgredir. Antes de ser fiel ao que quer que seja, há que
ser fiel ao que somos. A quem somos. E nem sempre queremos ser amigos de quem
mais gosta de nós. E sinceramente, nem sempre devemos. Muitas vezes, quem mais
gosta de nós, não é quem mais nos respeita. E manter um laço, ou uma lealdade,
na base do gostar e do sentir, pode ser, tremendamente, destruidor. – sei bem
do que falo-. Outras vezes, quem mais gosta de nós, tem princípios opostos aos
nossos. E – deixemo-nos de tretas – se, são opostos aos nossos, são maus. Pelo menos
para nós. São maus para nós. E conviver, ter intimidade com (quem tem) princípios
e valores opostos aos nossos, é dar intimidade a algo que sabemos que, tarde ou
cedo, nos vai prejudicar. Fazer mal.
Eu voto num referendo em que seja
proibido tomar qualquer decisão, tendo por base, qualquer parecer ou opinião do
coração. (já que estamos numa de referendos, proponho um menos idiota.)
Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo,
as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus.
Não sei se será a definição mais universal. Mas é das mais bonitas. E faz
sentido.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
nem me safo mal...
Eram dois velhinhos. felizes. Viveram
sempre com o filho. Um bom filho, que sempre os adorou. Depois com a nora, que
sempre gostou deles e que sempre trataram como filha. Até que vieram os netos. Primeiro
o menino. O mais lindo de todos. Depois a princesa, com quem sempre sonharam. Eram
muito felizes. O espaço é que não ajudava. Cada vez menor, parecia. Decidiram,
os velhinhos, ir para um lar. Onde não incomodassem. Fossem bem tratados. Felizes,
juntos. Era o mais importante. E perto de casa. E dos que tanto amavam.
A D. Henriqueta era diabética desde
nova. Tinha uma saúde frágil. Mas o Sr. José tratava tao bem dela. Todos os
dias. Ele era forte. E muito simpático, carinhoso. Arranjaram os dois novos amigos.
Estavam bem. Mas um dia o Sr. José demorou a acordar. Demorou. Demorou. E não acordou.
Não acordou mais.
A D. Henriqueta, agora sem ele, tentava
não se sentir sozinha, mas o filho há muito que não vinha e os amigos, ela não percebia
como, mas já não tinham aquela graça, como antes. Passava os dias na cama. Quentinha.
Era como se só ‘aquele quentinho’ soubesse e fosse capaz de lhe fazer companhia.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
certo e errado.
O certo e o errado têm um abismo
entre eles. Mas esse abismo é marcado por uma linha tão discreta que, às vezes
tenho um medo enorme de me estar a atirar de cabeça, sem ter a mínima perceção.
sábado, 4 de janeiro de 2014
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
olá, 2014!
Se fosse falar de tudo o que 2013
me trouxe e ensinou, passava aqui horas. Mas, das coisas mais importantes que
aprendi foi, como julgamos e olhamos para a felicidade de forma errada. Vemos a
felicidade, sempre, como um todo. E não nos apercebemos do quanto isso faz tudo
parecer tão impossível. Nunca seremos felizes enquanto não soubermos valorizar
e ser felizes com as pequenas coisas. E o truque é ir apreciando pequena coisa
atrás de pequena coisa. Sem perder nenhuma. E o puzzle, da felicidade, vai-se
compondo. E compondo-nos, também. Não acredito em puzzles completos, e ainda
bem. O truque é ir deixando para depois as pecinhas mais pequenas e
desafiantes. Para nos sentirmos cada vez mais inteiros. E para que o dia que
vem a seguir seja mais aliciante e valha sempre a pena. Para que haja sempre
algo por que lutar. Porque se não matarmos, pelo menos, um leão por dia, tudo
perde a graça e o sentido. O que desejo para o vosso 2014 é que cada puzzle se
vá compondo. Que apenas vos vão faltando as peças mais pequenas. As mais bonitas
e raras e que, por isso, farão toda a diferença no que cada um é, e ainda quer
ser. Que 2014 seja mais realizado. Mais, e muito, feliz. – a base de qualquer
puzzle, de qualquer vida, terá sempre que ser Deus. Sem ele, nem vale a pena! -
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