Todos se lembravam bem do quão
insuportavelmente chata era a antiga professora de Filosofia. Com manias de
altivez e superioridade, tratava todos como uma ralé sem a mínima hipótese de
futuro – pelo menos, de um futuro bom ou bem-sucedido. Dirigia-se a todos com
desdém, como se todos se tratassem de meras pedras de tropeço. No meio disto,
vivia com a mania de perseguição. Acreditava que todos ocupavam grande parte do
tempo a conspirar contra ela e que não passavam de pequenos valentes traidores:
como se no meio daquele cenário (que mais parecia de guerra) alguém lhe devesse
algum tipo de lealdade – até amostras de respeito se tornava difícil encontrar.
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