sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Todos se lembravam bem do quão insuportavelmente chata era a antiga professora de Filosofia. Com manias de altivez e superioridade, tratava todos como uma ralé sem a mínima hipótese de futuro – pelo menos, de um futuro bom ou bem-sucedido. Dirigia-se a todos com desdém, como se todos se tratassem de meras pedras de tropeço. No meio disto, vivia com a mania de perseguição. Acreditava que todos ocupavam grande parte do tempo a conspirar contra ela e que não passavam de pequenos valentes traidores: como se no meio daquele cenário (que mais parecia de guerra) alguém lhe devesse algum tipo de lealdade – até amostras de respeito se tornava difícil encontrar. 

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