quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
sem palavras, sempre.
sábado, 1 de dezembro de 2012
os meus J.s enchem-me de mimos...
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
nada a ver. só porque perguntas-te...
sábado, 24 de novembro de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
porque sim.
terça-feira, 8 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
e as fitas que devia estar a escrever?
segunda-feira, 30 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
facto.
sexta-feira, 30 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Uma menina tem um tesouro. Que é um mundo. Esse tesouro é um segredo. Dela. Um mundo. Dela. Só dela. É o quarto. Só dela. E ela tem medo que lhe descubram o segredo. Porque ali ela pode ser. Ela. Feliz, tão feliz. Ou triste, muito triste. Sem ninguém perguntar ou apressar. Sorrir, rir e gargalhar. E sofrer a chorar. Pode acreditar ou duvidar. E acreditar a duvidar. Ou sem duvidar. Pode sonhar e projectar. Pode até realizar. Ali pode até esquecer a realidade de fora. Não tem que se preocupar com a calmaria levada pela tempestade. Nem tem que ser princesa ou guerreira. Pode apenas ser alguém. Pode ser livre e voar sem que lhe agarrem as asas. Ali, é só ela. Não precisa de mais ninguém. Não tem que lidar com a falsidade que sufoca a verdade. Com o egoísmo que ataca a espontaneidade dos gestos, capaz de acabar com os sentidos. Com a ausência que mata qualquer resto bom de saudade. Não tem que ser dura para esconder toda a fragilidade. Não tem que confiar para perder, nem de dar para receber (porque no fundo, às tantas só se dá.). Ela sabe que no seu cantinho ou fora dele, só pode contar com o que tem ali. Que a fragilidade sempre acaba quando o furacão se aproxima. Que a falsidade e o egoísmo sempre acabam sós. Que se a ausência magoa tanto que mata a saudade é porque a presença nunca foi real. Que é preciso perder para saber ganhar. Que é bom dar. Dar sempre e ter o que dar, é o melhor de tudo. Que é preciso viver. Saber viver todas as coisas. Um dia a vida sorri. Nós fazemos com que sorria.
sábado, 3 de março de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
contigo.
Dá-me a mão. Preciso de ti. Dá-me as duas mãos. Ampara-me. Dá-me estabilidade. Faz com que o teu equilíbrio compense a deficiência do meu. Sinto-me cega. Às escuras. E no escuro só há vento e de nada me serve o chão se não existem os pontos fixos para me trazerem o equilíbrio. Dá-me a tua mão. Sê o meu ponto fixo. Deixa-me caminhar até ti. Orientada por ti. Orienta-me. E então sê a minha luz. Continuo às cegas. Continuo às cegas. Como se na minha visão estivesse apenas um estore fechado com pequenas fendas. Micro-peças de um grande puzzle, que até já está montado. Apenas se encontra à distância de uma janela que estando perto, é tão difícil de chegar. Levanta o estore e abre a janela. Faz-me ver o puzzle inteiro. Ou guia-me e deixa-me chegar. Deixa-me lutar. Oh meu deus, eu quero tanto lutar! Deixa-me. Ensina-me. Mostra-me. Porque eu sei que depois dessa janela, a dos estores corridos e fechados, está uma paisagem. Perfeita. Preparada para mim. E mais ninguém pode chegar. Só eu. Tenho que chegar e faze-la minha. E chegar contigo. Aliás, chegar a ti primeiro. Não te peço que seja fácil. Dá-me armas, se quiseres, e faz-me lutar. Mas faz-me chegar. Chega comigo. Fica comigo. Ou melhor, faz-me ficar. Contigo.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Como se ama quem nunca te amou? Como respeitar quem nunca te respeitou? Como perdoar essa falta de amor e respeito? É tão difícil. É tão difícil quando existem tantos pré-conceitos que nos dizem e mostram que devemos dar tudo aos nossos. Mas como se dá a quem nada te deu? Como dar carinho a quem nunca te deu colo e de onde só conheceste rispidez e arrogância? Como respeitar quem sempre suspeitaste te desprezar? Quem sempre te atirou à cara as tuas dificuldades e impossibilidades? Chamem-me a pior pessoa do mundo, eu muitas vezes sinto que o sou, mas eu não consigo. E se, se deve respeitar e acarinhar, eu só consigo ser cordial, o que nem sempre é fácil. E muitas vezes ríspida, o que me magoa mais a mim do que a qualquer outra pessoa. Porque eu não sou assim, nem gosto. Porque por maiores que sejam os laços que nos unem, os laços afectivos não são nenhuns. Não existem. E tudo o que nos une, no fim, não passa da distancia abismal que nos separa.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
motivação.
Motivação. Estão sem motivação e vêm-me dizer isso com essa lata, sabendo por tudo o que passo? Não têm motivação para estudar, porque sim. Não têm motivação para lutar pelo futuro com que sempre sonharam porque é arriscado demais. Deixar tudo para trás. Deixar a casinha dos papás. Ou a comidinha que fazem e até passam, só custa a engolir. Deixar o colinho de tanta gente e de tanta coisa que faz o vosso mundo. E faz medo deixar assim, coisas demais. E então deixam-se antes os sonhos. Pois, ‘tá claro! Porque é mais fácil ficar pela (falsa) segurança que o país nos dá, que é nenhuma, do que arriscar! Porque até é mais fácil ficar em casa a ver a vida passar, do que correr riscos. Está certo. E porque são tantos os medos, que vos falha a motivação. Óbvio, então. O facto de terem uma vida inteira pela frente. Uma vida inteira que podem viver em pleno, sem restrições. Sem ter à partida nada que vos prenda, não é motivação suficiente. Não chega. Pois. Ora, não me lixem. Nem me gozem! Às vezes parece que essa vida tão despreocupada e desregrada vos incapacitou e encurtou horizontes. Parece que vos faltou problemas para resolver, e não falo de equações matemáticas. E agora, qualquer indício de sofrimento vos aterroriza. Nem se permitem a senti-lo, mesmo que suspeitem, vir a ser, mais à frente, para vosso benefício. Não são capazes de investir no desconhecido, mesmo que seja apenas para o vosso próprio bem. Não vos falta motivação, falta-vos coragem. Não vos falta motivação, sobra-vos cobardia. A motivação, a vossa, está aí, em todos esses sonhos que eu sei que ainda têm. Portanto, não a dêem como desculpa. Não me gozem!
(e se algum de vocês ler isto, não me mate, que eu sei que também tenho a minha cota parte de culpa em tudo isto.)
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
felicidade.
Não acredito que a felicidade seja feita de momentos. Não acredito que algo tão essencial possa ser tão efémero, vulnerável e selectivo. Acredito sim que a real felicidade tem que ter grandes e fortes raízes. Tem que ser construída e edificada sob uma base sólida. Não acredito numa felicidade plena (essa sim cinge-se a momentos), mas acredito numa felicidade permanente. Na verdade, não há vidas perfeitas e todos temos problemas. Uns maiores, outros menores. Na verdade, todos somos frágeis. Não acredito em vidas sem problemas. Acredito que a felicidade se pode tratar de uma relação entre problemas e fragilidade. Ou entre força e superação. Pontos de vista. Lá está, depende tudo de pontos de vista. Acredito que existe uma força que permita a existência de uma felicidade permanente. Acreditando que a felicidade é feita de momentos, eu acredito que os bons superam sempre os maus. E sim, obvio, não é tão fácil assim. Somos nós que permitimos, ou não. É a nossa força. É tudo o que somos e trazemos por dentro que o permite. É sermos mais. Porque tudo o que é mau e negativo, é menos. Tem que ser menos do que somos nós. Não nos pode superar e muito menos apagar. E a nossa felicidade é o que somos. Maior ou menor, a nossa felicidade define quem somos. E acredito que todos queremos ser mais. E felizes. E plenos. Por isso temos que a agarrar, a felicidade. E correr. E lutar. E permanecer. Temos que aprender. A ser fortes, sempre. A superar, sempre. A acreditar, sempre. E a acreditar ainda mais quando parece não haver razões. Nesses segundos. Sim, porque esses momentos só podem levar segundos. E temos que crescer. E amadurecer e acreditar naquilo que somos, ou queremos ser. Traçar o caminho até onde queremos chegar. Temos que ser maduros, determinados. Ter um chão seguro. Temos que superar. Ser maiores e diferentes. Assim, um dia vamos descobrir que vamos de mãos dadas com a nossa felicidade permanente.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
procura por mim.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
para sempre.

‘Cada um começa a falar comigo como se não tivéssemos passado um único dia sem nos vermos.
Nada falha. Tudo dispara como se nos estivera – e está – na massa do sangue: a excitação de contar coisas e a alegria de partilhar ninharias; as risotas por piadas de há muito repetidas; as promessas de esperanças que estão há que décadas por realizar.(…) O tempo não passa pela amizade. Mas a amizade passa pelo tempo. É preciso segurá-la enquanto ela há. ‘
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
dar.
Não é segredo nenhum. A verdade é que acho que é um passo básico, que nos faria mais e melhores, mas que nos passa ao lado a maior parte do tempo e circunstâncias pelas quais passamos. Por melhores pessoas que sejamos, dificilmente, muito dificilmente somos capazes de fugir ao facto de a humanidade ser, no fundo, demasiado egocêntrica. E viramo-nos constantemente para nós e nem nos lembramos dos outros. De que seriamos muito melhores se tratássemos as pessoas, todas as pessoas, como gostaríamos de ser tratados. E temos todos consciência disto, mas como em tudo, é muito mais fácil a teoria que a pratica. Ou não fosse da nossa natureza o meter sempre em causa o porquê de termos que ter a iniciativa do primeiro passo, da primeira simpatia. Questionamos sempre o facto do outro não se chegar à frente. E, sem termos noção, ganhamos mesmo pequenos preconceitos quanto a isto. Até mesmo em casos de grandes empatias imediatas e sem razão. Temos sempre medo, não de dar mas, de dar demasiado e cair no ridículo, tudo porque desconhecemos a recepção e reacções de tal pessoa. O facto é que se não houver um primeiro passo, nunca saberemos se haverá algum. Se não nos dermos, sem reticências, dificilmente receberemos o melhor de alguém. E o melhor de quem deu, será sempre o melhor do mundo. E o melhor do que somos nós, será sempre o melhor que dermos. Se não nos dermos nunca conheceremos o melhor do mundo, o melhor de nós.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
É incrível como perante os problemas as pessoas se revelam. E é incrível como tenho descoberto a sorte que tenho nas pessoas que me rodeiam. Comove-me e deixa-me orgulhosa. Orgulho-me de ter a capacidade de cultivar gente tão bonita à minha volta. Porque acho mesmo que é uma capacidade. E essas pessoas têm me ensinado tanto! Acho extraordinário como uma amizade verdadeira nada tem a ver com presença constante ou longevidade. A amizade verdadeira baseia-se sim, apenas em bondade, dádiva e, acima de todas as coisas, sinceridade. Sinceridade no que se é, no que se sente, no que se dá e em como se recebe. E não importa se o contacto é frequente, constante ou casual. Nem importa se passaram anos. Quando aquilo que une as pessoas tem por base sinceridade, tem-se tudo. E essa sinceridade sobrepõe-se a tudo, até ao tempo e à distância. E dá sentido. Um sentido que não se perde. E tudo isto agarra-me e não me deixa cair. Porque eu posso não agradecer tudo mas, tenho plena consciência de tudo o que fazem por mim e do quanto me dão. Tenho plena noção de que ser diferente e não tipicamente comum, não faz as coisas serem fáceis para vocês e, por isso, tudo o que fazem, tudo o que me dão se torna tão incrivelmente especial e importante. Ver nas vossas caras o orgulho desmedido ao invés da pena que, confesso, sempre me assustou. O acreditarem dessa maneira tão forte que faz com que não oiçam apenas, mas se envolvam. O ‘para o que precisares’, ‘mas o que é que não consegues?’. E, o mais importante, o de igual para igual. Obrigado por serem e estarem. Vocês dão-me vida. Mesmo.





