Aquele era um sentimento
estranho, nunca antes experimentado; e ele sabia que não existiria volta:
estava encartado ao desconhecido. Sem nunca ter saído da bolha que criara e
onde sempre vivera, via-se agora preso a uma arte: a música. E agora? Que fazer
ao curso de direito, que nunca o fizera sentir vivo mas, que sempre encantara a
família inteira? Parecia-lhe impossível desprender-se de sonhos alheios, que
sempre sustentara, para passar a viver – a mover – os seus; como que uma culpa
que o aprisionava e condicionava. Mas ele sabia que o grito urgia e que aquela
culpa não era sua; ele era livre- era música.
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