segunda-feira, 4 de maio de 2015

Nada o fazia prever e isso deixou-a desolada. Júlia não contava com o fenecimento da empresa onde trabalhava desde sempre; era-lhe inconcebível imaginar-se noutro local. Encontrava-se dividida entre tantas saudades e todas as incertezas: incapaz de distinguir o que lhe doía mais. Às tantas decidiu ir comprar tabaco. Nunca tinha fumado um cigarro na vida, mas há alturas em que é preciso entreter o tempo (já que ele não para e só corre): aquela pareceu-lhe perfeita.

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